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Compartilhamento de vídeo mostrando adulto estuprando bebê é crime, alerta PF

Material está sendo investigado pela Polícia Civil e compartilhamento pode levar a prisão

Antonio Virginio Neto
Antonio Virginio Neto
Publicado em 27/08/2019 às 11:05
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Arquivo/Agência Brasil
FOTO: Arquivo/Agência Brasil
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A Polícia Federal (PF) do estado de Pernambuco alerta: o compartilhamento de um vídeo que mostra um adulto estuprando um bebê é crime. Material, que teria viralizado nas redes sociais durante a última semana está sendo investigado pela Polícia Civil e o caso pode ser federalizado.

A localização do vídeo ainda não foi constada e o material está passando por perícias para identificar a autoria do vídeo.

De acordo com o chefe de Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco, Giovani Santoro, o compartilhamento do conteúdo expõe a criança. "As vezes as pessoas ficam indignadas e querem compartilhar esse vídeo para chegar o mais rápido na polícia, mas esse procedimento é considerado crime e é errado porque está disseminando o ato abominável e expondo a criança violentada. Pessoas que compartilham tal conteúdo podem ser presas e administradores de grupos de WhatsApp são responsáveis também por tudo aquilo que é postado nele", explica. Segundo Giovani, a pena para quem compartilha esse tipo de conteúdo é de três a seis anos.

Segundo informações repassadas pela PF, o procedimento correto é baixar o vídeo e colocar o material em algum dispositivo, depois apagar o arquivo do celular e levar todo o material para a GPCA ou delegacia de polícia civil mais próxima. A pessoa que compartilhou o arquivo também deve ser alertada para que delete a publicação.

Apenas ter o vídeo também é crime

De acordo com Giovani Santoro, o armazenamento por si só também é crime. " Ao receber o vídeo ele fica armazenado no celular ou no computador e também é crime previsto no Art. 241-B - Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente", explica. Ainda segundo Giovani, a pena para quem possui o arquivo é de um a quatro anos, além de multa.

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