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Após morte de criança, Cupira intensifica campanha contra mosquito da dengue

Campanha objetiva prevenir os focos do mosquito Aedes aegypti em qualquer época do ano

Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue
Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e outras doenças (Pixabay)

O município de Cupira, no Agreste de Pernambuco, está convocando a população da cidade para intensificar o combate ao mosquito transmissor da dengue e outras arboviroses, o Aedes aegypti. A campanha objetiva prevenir os focos do mosquito em qualquer época do ano. Na semana passada, uma menina de seis anos faleceu com suspeita de dengue grave.

No dia 3 de setembro, terça-feira, uma passeata será realizada a partir das 8h com participantes do governo e da sociedade civil, principalmente agentes de saúde e de endemias, distribuindo panfletos educativos, fazendo orientações e tirando dúvidas.

Além disto, será feita a remoção de entulhos e de demais possíveis focos do mosquito. A ação ainda terá apresentações de crianças e jovens da rede municipal de ensino.

Dados

De acordo com a Prefeitura de Cupira, em 2019 foram notificados 89 casos de dengue na cidade, sendo 24 confirmados e 65 descartados. No dia 23 de agosto, uma criança de seis anos e 9 meses faleceu com suspeita de dengue grave (conhecida como dengue hemorrágica). A menina deu entrada no Hospital Municipal José Veríssimo de Souza, em Cupira, no dia 20 de agosto deste ano.

Ainda segundo a prefeitura, a criança apresentou sintomas de dengue hemorrágica, recebeu os primeiros atendimentos e procedimentos pela equipe médica de plantão de Cupira e depois foi transferida para o Hospital da Restauração, no Recife. Ela ficou internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não resistiu e faleceu no dia 23 de agosto.

Dengue em Pernambuco

Segundo números da Secretaria Estadual de Saúde (SES), de 30 de dezembro de 2018 a 17 de agosto de 2019, foram notificados 43.992 casos de dengue em Pernambuco. Destes, 11.799 foram confirmados e 13.507 descartados. No mesmo período do ano passado, foram 17.762 casos suspeitos (um aumento de 147,7%).