Violência

Segunda vítima de latrocínio em Cupira é sepultada

Maria Auxiliadora de Paiva, 59 anos, estava internada em hospital mas não resistiu

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 30/08/2019 às 19:22
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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O corpo de Maria Auxiliadora de Paiva, 59 anos, segunda vítima de um latrocínio ocorrido em Cupira, no Agreste de Pernambuco, foi sepultado nesta sexta-feira (30) no município.

Nove dias depois de enterrar o pai, que também morreu após ser espancado durante o assalto, os filhos do casal tiveram que se despedir da mãe. O corpo da vítima chegou ao velório municipal São João Batista por volta das 15h, onde parentes e amigos a aguardavam para a última despedida.

"A gente está com saudade. É dura a situação que a gente está passando, mas vai entregar na mão de Deus, não tem jeito, não tem mais como ela voltar. Deixar na mão da Justiça também para saber o que vai ser resolvido", lamentou a filha de Maria Auxiliadora, Vandera da Silva.

O irmão de Maria Auxiliadora, Sebastião Paiva, recebeu a notícia com tristeza. "Nós não esperávamos que ia chegar nesse ponto, mas infelizmente quem está vivo passa por isso mesmo. Quando não passa desse jeito, passa por outro. Agora é esperar a Justiça", contou.

Maria Auxiliadora de Paiva morreu na última quinta-feira (29) no Hospital da Restauração, no Recife, onde estava internada desde o dia 22. No fim da tarde, o cortejo seguiu pelas ruas de Cupira e terminou no Cemitério João Paulo II, onde o corpo foi sepultado.

Relembre o caso

O assalto aconteceu na última quinta-feira (22) no bairro Morada Nova, em Cupira. De acordo com a polícia, José Aparecido da Silva, 58 anos, Maria Auxiliadora de Paiva, 59, e o filho do casal, de 33, foram vítimas de agressões. José Aparecido não resistiu e faleceu no dia do assalto. Maria Auxiliadora ficou internada e faleceu na quinta-feira.

O filho do casal tem deficiência mental e não conseguiu pedir ajuda. Os policiais verificaram que a porta da frente da residência estava arrombada e uma televisão havia sido levada. A polícia acredita que as agressões possam ter sido feitas com uma barra de madeira. Dois dos quatro suspeitos de cometer o crime continuam foragidos.

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