MST

Famílias do assentamento Normandia têm até dia 21/09 para deixar o local

Caso não saiam, o uso da força policial pode ser usada

Levi Xavier
Levi Xavier
Publicado em 12/09/2019 às 17:56
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Reprodução/Por Dentro/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/Por Dentro/TV Jornal Interior
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Os moradores do assentamento Normandia, em Caruaru, no agreste de Pernambuco, tem realizado seus trabalhos normalmente no Centro de Formação Paulo Freire mesmo sob uma ordem judicial que determinou que eles tem até o dia 21 de setembro para deixarem o local.

De acordo com o juiz da 24ª Federal de Caruaru, caso não seja feita uma desocupação espontânea, o uso da força policial pode ser solicitada. A ação judicial foi protocolada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2008. O instituto alegou que a área para o uso coletivo foi modificada sem autorização.

O centro funciona em 70 hectares de terra às margens da BR 104. O assentamento abriga 41 famílias, tem alojamento para 240 pessoas, refeitório, auditório, quadra esportiva e a casa grande.

Segundo o representante do MST nacional Jaime Amorim, a área da unidade é produtiva. "Elas são utilizadas pelos estudantes para poder fazer aperfeiçoamento, pesquisa técnica e aulas".

Negociação

O advogado do assentamento, Edgar Menezes, afirma que já houve conversa com o Ministério Público Federal (MPF)."Conversamos com o MPF no sentido de intervir no processo para que haja o momento de negociação com os membros do centro Paulo Freire e os trabalhadores junto com o Incra".

Em nota, o Incra disse que não tem acordo e que de fato quer os 70 hectares de volta.

Confira na reportagem do 'O Povo na TV' programa da TV Jornal Interior

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