Preconceito

Cadeirante lamenta o preconceito de motoristas de aplicativos e taxistas

Ele ainda afirma que paga uma taxa de locomoção do transporte por ter solicitado o veículo

Levi Xavier
Levi Xavier
Publicado em 20/09/2019 às 17:51
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Reprodução/Por Dentro/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/Por Dentro/TV Jornal Interior
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A dificuldade de locomoção afeta a vida de milhares de pessoas. No dia-a-dia muitos não tem veículo próprio e precisam se deslocar para mais longe, por isso, alguns optam pelo transporte de táxi ou aplicativos.

Em Caruaru, no agreste, um cadeirante afirma ter experiências negativas com esses meios de transporte. Segundo Walysson Patrício, ele tem sido vítima de preconceito. "As vezes solicito um carro de aplicativo e quando o motorista vê que é um cadeirante, coloca dificuldades para levar a cadeira de rodas. As vezes chego a entrar no veículo, mas depois dizem que não tem como levar a cadeira", disse. Ele ainda afirma que paga uma taxa de locomoção do transporte por ter solicitado o veículo.

De acordo com o advogado Efigênio Medeiros, esse tipo de atitude é punível."A lei prevê uma pena de um a três anos e inclusive repercussões cíveis, porque aquela pessoa é um consumidor", comentou.

Segundo o presidente da Associação dos Portadores de Deficiências de Caruaru (Apodec), Adelmo Aragão, o preconceito acontece de todos os lados. "É recomendável sempre informar da deficiência quando solicitar o transporte e avisar que tem uma cadeira de rodas", frisou.

Confira na reportagem do 'Por Dentro' programa da TV Jornal Interior

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