Caruaru

Famílias do assentamento Normandia têm até dia 10/10 para deixar o local

Reintegração de posse foi solicitada pelo INCRA

Antonio Virginio Neto
Antonio Virginio Neto
Publicado em 30/09/2019 às 14:45
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Reprodução/Por Dentro/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/Por Dentro/TV Jornal Interior
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Os moradores do assentamento Normandia, em Caruaru, no agreste de Pernambuco, tem realizado os trabalhos normalmente no Centro de formação Paulo Freire mesmo sob ordem judicial que demanda a reintegração de posse do local. Segundo informações do Movimento Sem Terra (MST), o grupo tem até o dia 10 de outubro para desocupar o local.

Ainda de acordo com o MST, uma ação que busca embargar a ordem de despejo foi realizada pelo grupo, que aguarda um retorno da justiça até o fim desta semana.

Segundo o juiz da 24ª Federal de Caruaru, caso não seja feita uma desocupação espontânea, o uso da força policial pode ser solicitada. A ação judicial foi protocolada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2008. O instituto alegou que a área para o uso coletivo foi modificada sem autorização.

O centro funciona em 70 hectares de terra às margens da BR 104. O assentamento abriga 41 famílias, tem alojamento para 240 pessoas, refeitório, auditório, quadra esportiva e a casa grande.

Entenda o caso

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) solicitou à Justiça a reintegração de posse contra o Centro de Formação Paulo Freire, localizado no Assentamento Normandia. A ordem de despejo concedida pelo juízo federal no início de Setembro.

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