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"O amor que tenho pela minha filha é o que me move" diz mãe de menina Beatriz

Em entrevista à Rádio Jornal Petrolina, Lúcia Mota e secretário de defesa social falam sobre denúncia da família de Beatriz Mota

A menina Beatriz Angélica Mota foi assassinada com 42 facadas em dezembro de 2015
Beatriz Angélica Mota foi morta com 42 facadas em dezembro de 2015 (Reprodução/ Facebook)

Lúcia Mota, mãe de Beatriz, menina que foi morta dentro de um colégio em 2015 em Petrolina, no sertão do estado, e o secretário da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, Antônio de Pádua, concederam uma entrevista à Rádio Jornal Petrolina para falar sobre a investigação particular da família de Beatriz que apontou que os agentes da polícia estariam atrapalhando investigações do caso.

De acordo com o secretário Antônio de Pádua, o caso está sendo acompanhado cuidadosamente e com uma atenção especial: "Temos dado uma atenção especial através da Polícia Civil. O inquérito está sob segredo de justiça. Desde o início, quando assumimos, nós designamos uma autoridade policial exclusiva para investigação. Recentemente, além de um delegado exclusivo, a Polícia Civil designou uma força tarefa com mais dois delegados para dar andamento às investigações".

Em relação ao que a família de Beatriz diz sobre agentes estarem supostamente atrapalhando as investigações, o secretário afirmou que a situação precisa ser avaliada para que providências sejam tomadas. "Qualquer servidor policial tem uma proibição legal de realizar atividade particular. Precisamos ver o que realmente aconteceu para, se for o caso, o servidor ser ou não punido", explica.

A mãe da menina Beatriz, Lúcia Mota, contou que esteve no Recife para apresentar uma documentação da denúncia e quis saber, durante a entrevista, se o secretário já havia recebido o ofício e as solicitações dela. Antônio de Pádua respondeu afirmativamente e explicou que a documentação apresentada está sendo analisada e que, se for necessário, será instaurado um procedimento disciplinar para entender o que aconteceu.

Lúcia Mota também apelou para que o secretário analisasse a situação com carinho. "Nós estamos há quase quatro anos nessa luta, pedindo, implorando, para que outras possibilidades dentro da investigação pudessem ter acontecido. E não ocorreu. A única evolução foi o pedido de prisão que aconteceu contra o funcionário do colégio, que posteriormente teve a prisão 'relaxada'". A mãe da menina ainda reforçou que há outras medidas que podem ser adotadas dentro do código penal.

Por fim, Lúcia finaliza afirmando ter esperança de que seu pedido será atendido porque ela não desiste de lutar e conta com a ajuda das autoridades. "O amor que tenho pela minha filha que me move", diz.

Ouça a entrevista completa:

Relembre o caso

Beatriz Mota foi morta aos sete anos de idade com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada no colégio particular em que estudava. A festa de formatura da irmã mais velha da criança era realizada na instituição de ensino e havia várias pessoas no colégio. Em um dado momento, a menina se afastou dos pais para beber água e não voltou mais. O corpo foi encontrado cerca de 30 minutos depois.

Alisson Henrique foi considerado suspeito de apagar as imagens das câmeras de segurança da escola que mostravam o suposto autor do homicídio. A defesa dele citou que a polícia "usou Alisson como bode expiatório para poupar um erro" e que o HD com imagens do circuito do colégio "foi apagado pela polícia por um sistema incompatível".