Desastre ambiental

Força tarefa atua para retirar manchas de óleo em São José e Tamandaré

Foz do rio Persinunga e Praia dos Carneiros foram atingidas pelo desastre ambiental

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 18/10/2019 às 16:38
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Bruno Campos/JC Imagem
FOTO: Bruno Campos/JC Imagem
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Uma força tarefa formada por órgãos como a Marinha, o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, voluntários da sociedade civil, entre outros, atua nesta sexta-feira (18) para retirar as manchas de óleo que chegaram às praias de São José da Coroa Grande e Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco.

Um grupo trabalha para retirar o óleo na foz do Rio Persinunga, na divisa entre Pernambuco e Alagoas. Barreiras foram colocadas na área para conter o avanço das manchas nas praias pernambucanas.

Uma retroescavadeira também é usada para fazer a limpeza. Pela manhã, um helicóptero do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoou a região. Um dos voluntários, o vigilante Jabson Nascimento lamenta o desastre ambiental. "Vim aqui dar uma força a todo mundo. É muito triste para nossa praia, estar desse jeito", disse.

Desde a noite de quinta-feira (17), um gabinete de crise foi instaurado na sede da Prefeitura de São José da Coroa Grande para alinhar as ações que seriam desempenhadas. O prefeito de São José da Coroa Grande, Jazira Gonçalves, decretou estado de emergência na cidade. "Todas as pousadas estão vazias, os pescadores não estão indo para a maré, e o estado de saúde, a gente não sabe o que vem no futuro", lamentou.

A situação preocupa os moradores da cidade, que vive principalmente da pesca e do turismo. "A gente comerciante de nosso município espera que essa catástrofe seja de menor proporção, para que não prejudique nosso movimento", disse o comerciante Zonari Sanguinette. Enquanto houver óleo na praia, os pescadores não podem atuar. "Acaba com tudo, peixe some. Fica difícil mesmo", afirmou o pescador José Ernesto da Silva.

Bruno Campos/JC Imagem
Voluntários retiram manchas de óleo do litoral pernambucano - FOTO:Bruno Campos/JC Imagem
Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Grupo trabalha para retirar o óleo na foz do Rio Persinunga, na divisa entre Pernambuco e Alagoas - FOTO:Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Depois de chegar em Alagoas, manchas de óleo seguiram para São José da Coroa Grande (PE) - FOTO:Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Bruno Campos
Manchas de óleo invadem Praia dos Carneiros, em Tamandaré - FOTO:Bruno Campos
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Manchas de óleo chegam a uma das principais praias do litoral nordestino, a dos Carneiros - FOTO:Bruno Campos/JC Imagem
Bruno Cezar
Visão da Praia dos Carneiros, em Tamandaré - FOTO:Bruno Cezar
Jefferson Nascimento/TV Jornal Interior
Óleo recolhido da Praia dos Carneiros, em Tamandaré - FOTO:Jefferson Nascimento/TV Jornal Interior
Bruno Campos/JC Imagem
Voluntários atuam na Praia dos Carneiros, em Tamandaré - FOTO:Bruno Campos/JC Imagem

A presidente da Associação de Turismo de São José da Coroa Grande, Michele Belo, disse que o setor já sente os impactos do desastre. "A atividade turística já está sendo afetada, pousadas recebendo cancelamento de reservas, catamarãs recebendo cancelamento de grupos que viriam fazer passeios no fim de semana", revelou.

O coordenador da Defesa Civil do município, Ivan Aguiar, informou que não houve grandes contaminações nos corais. "A gente conseguiu preservar numa grande quantidade, mas infelizmente chegou areia provido do quantitativo de Alagoas e pela posição do vento entrou em nossas áreas", explicou.

Tamandaré

Uma força tarefa também é realizada na Praia dos Carneiros, em Tamandaré, município próximo. Também chegou óleo na Praia da Boca, em menor quantidade.  O prefeito da cidade, Sérgio Hacker, disse que o trabalho de prevenção já estava sendo realizado, mas a falta de recursos acabou impedindo que a preparação fosse maior.

De acordo com a prefeitura, o Cepene, a UFPE e o Instituto Recifes Costeiros estão com embarcações monitorando o mar, um drone e uma luneta e uma aeronave fretada por empresários.

Também foram mobilizados barcos de pesca para monitorar a área de 2 a 5 milhas da costa. Os barcos de pesca estão a postos, assim como jangadeiros e operadores de turismo náutico. Foi montado ainda um posto de monitoramento aéreo em Carneiros, e outro no farol do Forte de Tamandaré.

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