Impasse político

Família de brasileira que morreu na Bolívia ainda não conseguiu trazer corpo

Motivo é impasse político que o país vivencia, após a reeleição de Evo Morales

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 25/10/2019 às 19:07
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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Após quase uma semana da morte da estudante pernambucana Luciana Suelen Gomes Vieira, 32 anos, em Santa Cruz de La Cierra, na Bolívia, a família dela ainda não conseguiu trazer o corpo para o Brasil. Luciana morreu no último domingo (20) em decorrência de complicações de um tumor no cérebro. Ela morava na família há quatro anos com o marido.

Inicialmente, a dificuldade da família era arrecadar o valor de R$ 12 mil (USD 3 mil) para fazer o traslado do corpo. Porém, mesmo após conseguir o dinheiro, ainda não foi possível fazer o transporte.

O motivo é o impasse político enfrentado pela Bolívia com a reeleição do presidente Evo Morales, que gerou uma onda de protestos no país. Vários órgãos estão em greve e por isto o corpo da estudante ainda não foi liberado. O marido e o filho de Luciana retornaram para o Brasil e um amigo dela acompanha a situação para fazer a liberação do corpo de Luciana.

Relembre o caso

Natural de Caruaru-PE, a estudante será sepultada na cidade. Luciana morava há quatro anos com o marido na Bolívia, com o objetivo de realizar o sonho de ser médica. Lá também concretizou o desejo de ser mãe. Porém, durante uma visita ao Brasil, apresentou fortes dores de cabeça, tonturas e até desmaios.

Quando voltou para a Bolívia, ela passou mal e foi levada para um hospital do país vizinho. O médico pediu uma tomografia e foi constatado que ela estava com hidrocefalia. Depois do diagnóstico, Luciana precisou passar por uma cirurgia de emergência, quando foi identificado um tumor. Pouco depois, ela sofreu um ataque cardíaco e não resistiu.

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