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História da Mulher da Sombrinha assombra moradores de Catende

Ela levava operários para porta de cemitério e desaparecia

Mulher da Sombrinha levava operários para porta de cemitério
Mulher da Sombrinha levava operários para porta de cemitério (Reprodução/TV Jornal Interior)

Catende, 1940. O relógio marcava meia-noite quando operários deixaram a usina após mais um longo e enfadante dia de trabalho. Costumavam seguir para casa como faziam diariamente, mas um deles não imaginava o que lhe aconteceria. Ao caminhar pelas ruas da cidade no silêncio da madrugada, ele avistou uma mulher vestida de branco, com cabelos soltos, andando com uma sombrinha.

Atraído, ele a acompanhou e ao se dar conta estava em frente ao cemitério. Para sua surpresa, a mulher havia desaparecido num piscar de olhos. Este foi o primeiro registro da história da Mulher da Sombrinha.

A lenda conta que a aparição daquela mulher para os operários da Usina Catende continuou após o primeiro registro. Na troca de turno, sempre à meia-noite, os trabalhadores que saíam eram enfeitiçados por ela e a seguiam completamente seduzidos. Em alguns casos ela desaparecia. Em outros, os operários só acordavam na manhã seguinte desnorteados, dentro do cemitério.

Décadas se passaram, a usina acabou decretando falência em 1995, mas a história da mulher da sombrinha acompanhou as geraçoes. Hoje em dia, não é difícil encontrar pessoas na cidade que conhecem alguém que diz ter visto a suposta mulher.

A professora Fátima Colaço conta que a irmã foi até a casa de uma costureira e viu a mulher. "Já era um pouco tarde, quase 1h30, e quando a costureira terminou de fazer a roupa dela, ela foi para casa. Quando chegou em casa, ela começou a chamar por nossa mãe para abrir a porta. Quando ela olhou na rua, viu aquela senhora, de costas, descalça, com uma sombrinha e uma roupa estilo sinhá", relatou.

O radialista Willamar Alves cresceu ouvindo do pai que a história era verdade e chegou a encontrá-la, mas não viu seu rosto. "Eu fui deixar um amigo meu a 40 metros do cemitério. Nós bebíamos à noite e eu ia às vezes deixá-lo em casa. De repente, eu me deparo com uma mulher. Dava a impressão de quanto mais eu andava rápido, mais a mulher caminhava rápido", disse.

O policial militar reformado Josibias Alves mora ao lado do cemitério há anos e nunca viu a tal mulher: "Eu acredito e não acredito ao mesmo tempo. São fatos falados antes de eu ter nascido. Se alguém viu e falou que viu, essa pessoa está falando com a certeza. Mas eu, não vi".

A história da Mulher da Sombrinha é realmente assustadora. Não se sabe quem é esta mulher, onde morava, o nome dela e o que aconteceu. Não se sabe qual o recado que ela deixa para os moradores de Catende, para os antigos operários da usina que se encontravam com a mulher. O que ela queria dizer atraindo os operários até a porta do cemitério e depois desaparecendo?

A história é ainda mais intrigante porque mesmo quem a seguiu, nunca conseguiu ver o rosto dela. Não há relatos recentes de seu aparecimento. Com o fechamento da usina, não se ouviu mais falar da atraente Mulher da Sombrinha - que acabou virando um bloco de Carnaval, mas o mistério nunca foi desvendado.

História da Mulher da Sombrinha assombra moradores de Catende

  • 25/10/2019 19:42
Catende, 1940. O relógio marcava meia-noite quando operários deixaram a usina após mais um longo e enfadante dia de trabalho. Costumavam seguir para casa como faziam diariamente, mas um deles não imaginava o que lhe aconteceria. Ao caminhar pelas ruas da cidade no silêncio da madrugada, ele avistou uma mulher vestida de branco, com cabelos soltos, andando com uma sombrinha. 5 minutos e 52 segundos