Saúde

Aumento de 26% em casos de hanseníase é registrado no Recife

Ao todo, 322 casos da doença já foram registrados em 2019

Antonio Virginio Neto
Antonio Virginio Neto
Publicado em 12/11/2019 às 13:01
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Reprodução/NE10 Interior
FOTO: Reprodução/NE10 Interior
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Caracterizada por manchas brancas, a hanseníase, popularmente conhecida como lepra, cresce na cidade do Recife, capital de Pernambuco. A Prefeitura do município já registrou 322 casos em 2019, o que representa um aumento de 26,3% em relação ao ano anterior.

Segundo a coordenadora do Programa de Controle à Hanseníase da Prefeitura do Recife, esses números já eram esperados. Em entrevista à TV Jornal, Samea Grangeiro explicou que o número de pessoas silenciosas diminuiu. "Devido a ações de intensificação de busca ativa mesmo, dessas pessoas que estão silenciosas nas comunidades. Pessoas silenciosas sao aquelas pessoas que tem uma doença mas que não procuram diagnóstico. Então, o município fez a intensificação para encontrar essas pessoas e realizar precocemente o diagnóstico", explicou. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápida a cura.

O tratamento da hanseníase é feito com uso de antibióticos. Quanto mais cedo o paciente procurar o médico, mais rápida é a cura. É importante ressaltar que a hanseníase é uma doença contagiosa, transmitida pela saliva, espirro ou, até mesmo, a tosse. Aos sinais de primeiros sintomas, a recomendação é procurar um médico.

De acordo com médicos, a doença começa com câimbras, dores nos braços e nas pernas. Apenas após esses sintomas, as manchas na pele começam a aparecer. A hanseníase é transmitida pela tosse, saliva ou espirro através das vias aéreas superiores, assim como do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento.

Confira a reportagem da TV Jornal 

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