Engenhos

Baixos números de visitas são a realidade de engenhos de Pernambuco

Alguns dos espaços acabam abrindo mão do valor histórico do local

Pedro Hierro
Pedro Hierro
Publicado em 26/11/2019 às 15:57
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Foto: Diego Nigor/Acervo JC Imagem
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A história pernambucana é recheada de acontecimentos históricos e de locais que marcaram a trajetória do estado. Os engenhos de cana-de-açúcar foram por muitos anos o maior lucro da capitania hereditária de Pernambuco, fazendo o território ser uma das duas capitanias que mais prosperaram no período colonial. Alguns espaços de engenhos são atualmente destinados ao turismo da região, mas estão passando por complicações com as baixas quantidades de visitas.

Alguns dos engenhos continuam resistindo na Zona da Mata, mas outros acabam abrindo mão do valor cultural e se transformam em áreas de lazer ou hospedagens convencionais. Os empreendedores da região alegam que não têm incentivo e investimentos para alavancar as visitas nos locais. 

A presidente da Associação Pernambucana de Turismo Rural (Apetur), Fátima Magalhães, fala que as pessoas que visitam a Zona da Mata acabam indo ao local sem saber a importância cultural do espaço. “Hoje em dia as pessoas procura os destino da Mata por causa da tranquilidade, e não para visitar a história dos engenhos”, afirmou.

Um Mapa de Turismo feito pelo Ministério do Turismo dá um roteiro de Engenhos e Maracatus. Ele engloba nove municípios, sendo sete deles na Zona da Mata: Aliança, Lagoa do Carro, Nazaré da Mata, Paudalho, Timbaúba, Tracunhaém e Vicência; o de São Lourenço e Camaragibe fazem parte da Região Metropolitana do Recife.

O engenho com mais destaque é o de Jundiá, localizado no município de Vicência. O local é um dos mais bem preservados da região. As visitas ao engenho apresentam atividades de ecoturismo e aventura. Os interessados devem agendar previamente.

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