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Análise confirma segurança para o consumo de 17 espécies de peixes em PE

Amostras foram colhidas para analisar o nível de toxicidade, após vazamento de óleo na região

Voluntários retiram manchas de óleo do litoral pernambucano
Manchas de óleo atingiram litoral pernambucano (Bruno Campos/JC Imagem)

Uma análise dos pescados do litoral de Pernambuco feita em uma parceria entre a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) confirmou a segurança para o consumo de 17 espécies de peixes e duas de camarão. As amostras foram colhidas para analisar o nível de toxicidade, após vazamento de óleo na região.

O relatório final das análises foi recebido e divulgado pelo Governo de Pernambuco nesta segunda-feira (30). Os peixes liberados são: ariocó, bagre, boca torta, budião, cação preto, carapeba, cavala, cioba, coró, guaiuba, manjuba, sapuruna, sauna, saramunete, serra, tainha e xaréu.

Já as espécies de camarão são rosinha e sete barbas. Também foram liberados siri, aratu, ostra, marisco e sururu. A análise liberou ainda o consumo dos peixes xaréu e sapuruna, que chegaram a ter recomendação de suspensão temporária em um primeiro momento.

"As novas amostras dos peixes xaréu e sapuruna – coletadas nos mesmos locais das anteriores que tinham apresentado níveis de HPAs (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) um pouco acima do limite definido pela Anvisa – desta vez apresentaram índices seguros para o consumo", explicou o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto.

Segundo o Governo do Estado, já foram analisadas 150 amostras de peixes e frutos do mar. O trabalho de coleta e exame dos pescados faz parte do monitoramento do impacto do derramamento de óleo no litoral do Estado.

Pescados de dez localidades

Os lotes analisados foram coletados diretamente com pescadores artesanais em dez localidades do litoral pernambucano, incluindo praias e estuários: Cabo de Santo Agostinho, Canal de Santa Cruz, Ipojuca, Itamaracá, Itapissuma, São José da Coroa Grande, Sirinhaém e Tamandaré, Pina e Ilha de Deus.

Os locais e as espécies foram definidos pelo grupo técnico formado por professores da UFRPE, UFPE e extensionistas do IPA. A pesca artesanal continuará em acompanhamento e de acordo com o governo, a situação será normalizada em breve.