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Veja como acalmar cachorros durante queimas de fogos de artifício

Animais apresentam convulsão, estresse e até sintomas de ataque cardíaco durante as festas

Durante grandes queimas de fogos, é comum que os bichinhos fiquem assustados; Confira dicas do que fazer
Durante grandes queimas de fogos, é comum que os bichinhos fiquem assustados; Confira dicas do que fazer (Reprodução/NE10 Interior)

Imagine uma banda tocando em volume máximo. Todos os instrumentos estão fora de sintonia e desafinados e você não consegue ouvir nada direito por causa do barulho que, ao invés de cessar, recomeça frequentemente em seus ouvidos super sensíveis. O cenário pode até parecer o de um filme de terror, mas é como um cachorro interpreta uma queima de fogos prolongada. 

Festa para alguns, terror para outros. Em toda ocasião do cotidiano na qual grandes queimas de fogos de artifício acontecem é possível encontrar cachorros amargurados e apresentando sintomas de estresse, convulsões e, em alguns casos mais extremos, até ataques cardíacos. Proveniente da audição aguçada que eles possuem, o medo que os animais tem de fogos de artifício é real e pode chegar a matar os bichinhos

Em entrevista ao Portal NE10 Interior, o veterinário Jerônimo Ribeiro explica que existem três cuidados básicos acalmar cachorros durante queimas de fogos de artifício. A primeira coisa a se fazer é tentar colocar um algodão no ouvido do cachorro. "A medida vai fazer com que os barulhos sejam atenuados no ouvido do animal", explica Jerônimo Ribeiro. 

Também é possível, em caso de antecipação, levar o cachorro para um ambiente que tenha menos ruído. Na ocasião, é aconselhável que se deixe o local com diversos itens relaxantes para o bichinho, como brinquedos e petiscos. Segundo o veterinário, não deixar o cachorro sucumbir ao estresse é um dos caminhos. "Aquele ambiente interativo vai fazer com que o pet tenha uma tranquilidade maior para passar ou lidar por esses barulhos", completa. 

Outra precaução necessária é não deixar o cachorro sozinho durante o episódio. Para Jerônimo Ribeiro, é importante que os donos apoiem o bichinho durante o momento de estresse. "É importante que ele se sinta acolhido pela família e tenha todo o suporte necessário", comenta. 

Convulsões

Mas e se mesmo com todos os cuidados o resultado acabar indo para o lado ruim? É comum que o barulho leve os animais a convulsionarem e passarem por tensões e lesões no corpo. A convulsão é uma contração involuntária da musculatura do corpo, provocando perda ordenada dos movimentos e o controle das ações. Geralmente, os episódios de convulsão acontecem quando há uma excitação na camada externa do cérebro, que é o caso do que os barulhos de fogos causam nos cachorros. 

De acordo com Jerônimo Ribeiro, a primeira coisa que se deve fazer neste caso é não entrar em pânico. "É difícil passar por isso, mas um episódio de convulsão dura 30- segundos ou 1 minuto no máximo", explica. 

Também não se deve colocar a mão na boca do animal. Muitos donos tentam evitar que a língua do cachorro enrole durante a convulsão, entretanto, como o animal perde todo o controle dos movimentos durante o episódio é possível que aconteça um acidente e uma mordida grave machuque a mão do protetor do cachorro. 

Jerônimo alerta que em um episódio de convulsão deve-se retirar de perto do cachorro qualquer objeto que possa vir a machucá-lo de alguma maneira. Seja um móvel ou qualquer tipo de coisa. "Tenta apenas segurar a cabeça do animal para que ele não bata no chão e machuque algum órgão interno", explica. 

Portanto, protetor. Fique atento! Mesmo entre tremedeiras, choro e muita agitação é possível encontrar uma solução para o seu amigo peludo passar por grandes queimas de fogos sem grandes prejuízos.