Polêmica

Imposto do pecado: Governo estuda taxar bebidas, cigarros e doces

Proposta seria inclusa na reforma tributária

Antonio Virginio Neto
Antonio Virginio Neto
Publicado em 24/01/2020 às 12:34
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Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
FOTO: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O governo federal estuda incluir na reforma tributária uma proposta para aumentar os valores em produtos que causam riscos à saúde. Chamada de "imposto sobre pecados", a novidade atingiria itens como doces, cigarro, bebidas e armas de fogo.

A ideia por trás da proposta seria diminuir o interesse da população nesses itens. Durante o fórum Econômico Mundial, realizado em Davos na Suiça, o Ministro da economia explicou a proposta. "Pedi simulações para, dentro da discussão dos impostos seletivos, agrupar o que os acadêmicos chamam de impostos sobre pecados: cigarro, bebida alcoólica e açucarados. Deram esse nome porque, por exemplo, se o cara que fuma muito vai ter câncer de pulmão, tuberculose, enfisema e, lá na frente, vai ter de gastar com o tratamento, entrar no sistema de saúde. Então coloca um imposto sobre o cigarro para ver se as pessoas fumam menos", comentou na ocasião.

Bolsonaro nega possibilidade

Em Nova Deli, o Presidente Jair Bolsonaro negou a possibilidade do imposto do pecado. Contradizendo o ministro da economia, ele afirmou que não concorda com a ideia.

"Ô Paulo Guedes, eu te sigo 99%, mas aumento no preço da cerveja, não", comentou Bolsonaro.

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