Tecnologia

Pernambuco vai usar sistema de reconhecimento facial para prender criminosos

Tecnologia deverá ajudar no combate à criminalidade

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 24/01/2020 às 11:21
NOTÍCIA
Fernando Frazão/Agência Brasil
FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco está concluindo um estudo para a aquisição de um sistema de reconhecimento facial para identificar e capturar criminosos foragidos da polícia. A tecnologia deverá ajudar no combate à criminalidade. A informação é do blog Ronda JC.

A câmera irá detectar os rostos das pessoas que estiverem caminhando em vias públicas onde houver o monitoramento. Quando um criminoso cadastrado foi identificado, um sinal de alerta será emitido ao Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods), que acionará a viatura mais próxima para levar a pessoa para a delegacia. A identificação será confirmada e será dada a voz de prisão ao foragido.

O edital de concorrência pública deve ser publicado até o fim de março para a contratação da empresa responsável pela criação do software que será usado pela polícia. Segundo a SDS, um Termo de Referência está sendo elaborado em conjunto com a Secretaria de Administração e com a Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI).

No Estado, o Centro Integrado de Inteligência da SDS é o responsável pela base de dados dos foragidos. O núcleo deve fazer o cruzamento de informações com o software de reconhecimento facial para identificar os criminosos nas ruas.

Sistema de reconhecimento

A tecnologia é importada do exterior e já é utilizada em alguns estados do Brasil, como a Bahia, pioneira no País. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do estado, através do sistema de reconhecimento facial, foram capturados 109 foragidos entre março e dezembro do ano passado.

Apesar de útil para os órgãos de segurança, os sistemas de reconhecimento facial podem apresentar falhas. Em Copacabana, no Rio de Janeiro, uma mulher foi detida por engano em julho do ano passado. A falha foi verificada na delegacia e ela foi liberada. Em nota, a SDS confirmou que está elaborando um protocolo de atuação das polícias a partir da incorporação dessa tecnologia.

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