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Taxa de contágio do coronavírus em Pernambuco volta a ser superior a 1

Entenda o que isso significa

Movimentação foi intensa no primeiro dia de reabertura no Recife
Movimentação foi intensa no primeiro dia de reabertura no Recife (Filipe Jordão/JC Imagem)

A taxa de contágio do novo coronavírus (covid-19) em Pernambuco voltou a ficar acima de 1 após o início da nova fase de reabertura de atividades econômicas. De acordo com levantamento feito pelo Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); pela Escola de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres; e pelo grupo Covid-19 Analytics de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio, a taxa de contágio está, respectivamente, em 1.23, 1.2 e 1.15.

Os índices indicam que cada 100 pessoas em Pernambuco com a doença transmitem para até outras 123 pessoas. Quando a taxa de contágio está abaixo de 1, é sugerido que a transmissão está sob controle.

A taxa de contágio considera variáveis como o número de casos confirmados todos os dias, o volume de pacientes recuperados e os casos que estão em tratamento.

Na véspera da apresentação do plano de retomada das atividades econômicas no estado, no dia 31 de maio, o índice de disseminação do vírus estava em estabilização, com taxa de contágio de 0.9.

Coronavírus em PE

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou nessa segunda-feira (22) 381 novos casos de infecções pelo novo coronavírus (covid-19). Destes, 250 são casos leves e 131 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

No total, o Estado tem 52.494 casos confirmados, sendo 18.229 graves e 34.265 leves. Do domingo para a segunda, foram confirmadas ainda 18 mortes. Pernambuco teve 4.252 óbitos pela covid-19.

"Se a gente levar em consideração que esse número é subnotificado em torno de 20 vezes, chegaríamos a um número de 1 milhão de infectados. Vamos assumir que temos 1 milhão. Pernambuco tem aproximadamente 10 milhões de habitantes. Se a gente abre circulação, as outras 9 milhões de pessoas que não estão infectadas, vão se infectar. E dessas, 4% vão precisar de UTI (unidade de terapia intensiva); algo em torno de 360 mil pessoas vão precisar de UTI. O ideal epidemiológico é frear a reabertura", explica o epidemiologista da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Jones Albuquerque.