Clonagem

Polícia Federal dá dicas para cliente evitar ter cartão clonado

Criminosos utilizam frentes falsas em terminais de autoatendimento para copiar dados

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 21/07/2020 às 11:25
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Divulgação/Polícia Federal
FOTO: Divulgação/Polícia Federal
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A clonagem de cartão de crédito é um crime comum que pode ser evitado seguindo algumas orientações. Alguns criminosos utilizam mecanismos nos terminais de autoatendimento para copiar os dados das vítimas. A Polícia Federal dá dicas para que os clientes não tenham o cartão clonado.

De acordo com a PF, ao tentar fazer qualquer pagamento ou saque com o cartão, o cliente deve puxar a frente do terminal ou a entrada do cartão magnético. Caso o dispositivo esteja clonado ou sobreposto por algum mecanismo, este sairá.

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Se a adulteração for constatada ou o cartão da vítima ficar preso no terminal eletrônico, será necessário entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), um funcionário credenciado ou a Polícia Militar (através do 190). Nestes casos, a instituição financeira costuma enviar um funcionário de segurança privada ao local.

É preciso atentar ainda para a possibilidade de os criminosos estarem do lado de fora da agência, por isto a Polícia Federal sugere que o cliente realize saques no horário comercial, quando o movimento de pessoas dentro e fora da agência é maior. Caso seja necessário sacar dinheiro à noite, uma opção é ir acompanhado de um ou mais adultos para ficar fora da cabine, como se estivessem na fila.

Frentes falsas

Segundo a PF, os estelionatários geralmente usam "frentes falsas", caso em que toda a parte frontal do terminal eletrônico é sobreposta ao original para simular a frente de um caixa eletrônico verdadeiro. Os criminosos instalam um notebook por trás do equipamento com um mecanismo interligado ao local do cartão magnético e ao dispositivo do teclado. Um programa simula as principais operações bancárias, mas o cliente nunca consegue finalizar a transação, e sempre aparece uma mensagem de erro.

A polícia alerta que a intenção é copiar os dados do cartão e a senha digitada pela vítima e enviar as informações para a quadrilha pela internet. Em outro tipo de golpe, os criminosos sobrepõem um falso mecanismo de entrada do cartão magnético, usando fita adesiva dupla face, também com o objetivo de copiar os dados do cartão. Uma microcâmera é instalada perto do teclado para gravar a digitação da senha.

Nos dois casos, o grupo volta ao banco após um tempo para retirar os equipamentos. Em seguida, confeccionam cartões com as trilhas capturadas e fazem saques em dinheiro nas contas das vítimas.

Cuidados com idosos

A PF pede maior atenção com relação aos idosos, que não devem ir a uma agência bancária desacompanhados para receber a aposentadoria, retirar dinheiro, entre outros serviços. A polícia alerta que pela falta de habilidade em manusear os equipamentos, pela dificuldade em memorizar a senha e digitá-la e até de visualizar os dados que aparecem no terminal, eles ficam mais vulneráveis à ação dos criminosos. A orientação é que os idosos se dirijam às agências com adultos de sua confiança.

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