Investigação

Operação Coffee Break cumpre mandados de busca e apreensão na Alepe

Servidor comissionado está entre os indiciados por corrupção e outros crimes

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 30/07/2020 às 10:28
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Divulgação/Polícia Federal
FOTO: Divulgação/Polícia Federal
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (30) a operação Coffee Break, que investiga empresas que vêm sendo beneficiadas com contratações milionárias efetuadas pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), no valor de quase R$ 40 milhões. A ação desta quinta cumpre 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 13ª Vara Federal do Recife.

A operação é um desdobramento da operação Casa de Papel, deflagrada em junho deste ano. De acordo com a PF, a nova fase da investigação apura a solicitação de vantagem indevida supostamente feita por um servidor comissionado da Alepe. Segundo a polícia, ele atuava na comissão de pregoeiros e no setor responsável pelos pagamentos, para favorecer internamente estas empresas.

A polícia informou que um convite para tomar um café foi usado como pedido de propina, por isto a operação foi denominada "Coffee Break". Dos mandados expedidos, quatro estão sendo cumpridos na Alepe, e os demais em residências de envolvidos no Recife (Poço da Panela, Bongi e Graças), em Ipojuca e em Gravatá.

Suspeitos indiciados

A PF revelou ainda que o servidor comissionado e o líder da organização criminosa estão sendo indiciados por corrupção, advocacia administrativa e dispensa indevida de licitação. O juiz federal determinou ainda o afastamento temporário do servidor das funções de pregoeiro, assim como de qualquer atribuição envolvendo licitações e a execução de contratos.

A polícia também esclareceu que nenhum deputado é alvo da ação e os setores alvo dos mandados são a Superintendência Geral da Alepe, a Superintendência de Planejamento e Gestão (Suplag) e a comissão de licitação e sala dos pregoeiros.

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