Denúncia

Água misturada com gasolina estaria chegando em casas de Santa Cruz do Capibaribe

Moradores acreditam que caso pode ter relação com posto de combustíveis

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 13/08/2020 às 16:34
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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Pelo menos sete casas da Rua Severina Moura de Oliveira, no bairro São Jorge, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, relataram que a água da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) chegou com forte odor de gasolina no último domingo (9).

Em vídeos gravados pela população, é possível ver que a água que sai das torneiras está separada de um líquido de cor amarelada e com o odor forte. A dona de casa Maria de Fátima contou que ao perceber o que estava acontecendo, temeu que pudesse acontecer um acidente. "Quem viu foi meu filho quando chegou, ele pensava que eu tinha colocado querosene dentro da cisterna. Ele me chamou para eu ver, eu fiquei apavorada", lembrou.

Além da impossibilidade de usar a água para as atividades cotidianas, o cheiro forte acaba causando sintomas nos moradores. A costureira Selma Pereira trabalha próximo à cisterna e enfrenta dificuldades. "Tenho várias modelagens para tirar e entregar e eu não posso, porque não aguento ficar aqui. Não tenho outro espaço para eu colocar a mesa. Já botei um plástico [sobre a cisterna], já botei pedra, fiz o que pude", lamentou.

Ainda não se sabe o que causou o problema

Os moradores chegaram a pensar na possibilidade de o problema ter relação com um posto de combustíveis que fica perto das casas. O gerente do estabelecimento, entretanto, nega envolvimento no caso. De acordo com ele, todo ano é realizado um laudo técnico e são feitos testes para saber se há algum tipo de vazamento ou problemas nas ligações entre o tanque e a bomba. "Assim que soubemos eu vim conferir o que tinha acontecido. Estou com a consciência tranquila que não tem nada a ver com a função do posto", disse Tiago Venos.

A Companhia Pernambucana de Saneamento informou que tomou conhecimento do caso e suspendeu o fornecimento nos imóveis afetados. A Compesa disse ainda que está investigando o que motivou o problema para tomar as providências cabíveis. Enquanto isto, o abastecimento está sendo feito através de caminhões-pipa.

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