Ação policial

Polícia investiga fraudes em contratações de serviços relacionados ao combate ao covid-19 em Sergipe

Operação também foi realizada em Pernambuco

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Publicado em 20/08/2020 às 12:52
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Divulgação/Polícia Federal
FOTO: Divulgação/Polícia Federal
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (20) a Operação "Estroinas" com o objetivo de investigar fraudes em nove procedimentos de dispensa de licitação realizados pelo município de Carmópolis, em Sergipe. A operação também foi realizada em Pernambuco e outros estados nordestinos.

A ação tem o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU/SE). Fazem parte da operação 83 policiais federais e seis servidores da CGU, os quais cumprem 32 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sendo 15 em Carmópolis nove em Aracaju (Sergipe), dois em Nossa Senhora do Socorro (Sergipe), dois em Pernambuco, dois em Alagoas e dois na Bahia.

De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 2.300.000 provenientes do Sistema Único de Saúde foram gastos para a contratação direta de nove empresas e também foram identificados indícios de que algumas dessas empresas são “fantasmas”, os sócios de algumas delas são “laranjas” e as escolhas das empresas contratadas foram arbitrárias.

A polícia também suspeita que as cotações dos preços dos bens, insumos e serviços contratados pelo município foram fraudulentas, houve superfaturamento dos bens, insumos e serviços contratados e também suspeita que parte dos produtos contratados não foi efetivamente fornecida ao município.

Os suspeitos de envolvimento estão sendo investigados por crimes de dispensa indevida de licitação, corrupção passiva e corrupção ativa.

Em Pernambuco

Em Pernambuco, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município de Cedro. Os mandados foram cumpridos pela Delegacia de Polícia Federal em Salgueiro na Sede da Empresa e na casa do empresário responsável.

Os policiais apreenderam documentos. Ao chegar na empresa, a polícia notou que estava sendo realizada uma reforma. Ainda de acordo com a polícia, percebeu-se que a empresa não tinha frota de veículos para realizar atividades de sanitização e não demonstrava capacidade técnica para exercer as atividades.

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