Economia

Setor de eventos cobra agilidade na volta às atividades

Empresas do setor estão paradas há cinco meses

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 20/08/2020 às 15:14
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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Há cinco meses parado por causa da pandemia da covid-19, o setor de eventos cobra agilidade no retorno às atividades. Na manhã desta quinta-feira (20), um grupo com representantes do segmento em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, se reuniu para discutir possíveis protocolos de segurança para a volta.

Os representantes justificam que para viabilizar festas de casamento, aniversário, batizado, shows, entre outros, são necessários profissionais de várias áreas, e o impacto econômico da pandemia prejudicou completamente empresários e funcionários.

"Esse grupo foi criado para tentar a viabilização da nossa retomada, vendo e entendendo o momento que estamos passando, mas vendo também que outros setores tiveram sua retomada, feito a Feira de Caruaru, bares da cidade com música ao vivo. Temos toda a condição de receber os convidados em um evento social", explica o cerimonialista Wendel Queiroz.

A liberação dos eventos está prevista apenas para a 10ª etapa do Plano de Convivência com a Covid-19. Atualmente, a Região Metropolitana do Recife (RMR) e a Zona da Mata estão na 7ª etapa. O restante do estado está em fases anteriores. A ideia dos representantes do setor é a elaboração de protocolos para convencer as autoridades que podem atuar com segurança. A ideia é que haja limite de pessoas e que sejam tomadas medidas de distanciamento.

"A gente tem informações de que alguns estados brasileiros já estão bem adiantados nesse segmento de eventos. Nossa grande preocupação é que dentro desse segmento, tem uma série de setores, e esses setores estão sendo diretamente prejudicados. A gente de buffet não atende só uma plataforma de grandes eventos, mas tem eventos menores, como casamento mais intimista, para 30, 40, 50 pessoas. Se a gente seguir todos os protocolos com todo mercado que trabalha junto, pode fazer um evento seguro", defende o empresário Renato Machado, do setor de buffet.

Seja pelo espaço, decoração, buffet, iluminação, fotografia, música, brindes, entre outros, todos estão conectados. Um levantamento do Sebrae revelou que 98% do setor de eventos parou durante a pandemia. "É uma cadeia muito extensa, desde a pessoa que vai lá e alimenta o gerador, gerencia a energia para o evento. Um auxiliar do fotógrafo. Isso acontece até em um evento pequeno, tem muita gente envolvida", reforça Pety Andrade, representante de uma empresa de estrutura e som.

O Governo do Estado informou que ainda não há previsão de datas para a autorização dos eventos, mas que mantém diálogo com representantes do setor.

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