Apuração

Padre Robson pede afastamento após investigação sobre desvio de R$ 120 milhões

Dinheiro seria proveniente de doações de fiéis

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 22/08/2020 às 9:00
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O padre Robson de Oliveira pediu afastamento das atividades após uma operação que investiga o desvio de R$ 120 milhões de doações de fiéis. Ele atuava como reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e como presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), em Trindade, região metropolitana de Goiânia (GO).

O padre Robson é conhecido nacionalmente por causa de um programa de TV no qual aborda questões relativas à religiosidade. O afastamento foi assinado pelo arcebispo da Arquidiocese de Goiânia, Dom Washington Cruz. O padre André Ricardo de Melo assume de forma interina.

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A operação deflagrada nessa sexta-feira (21) foi intitulada "Vendilhões" e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, em imóveis ligados ao padre e em outros endereços. Nas investigações, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) apura se o dinheiro desviado teria sido usado para comprar uma fazenda de R$ 6 milhões em Goiás e uma casa de praia de R$ 3 milhões na Bahia.

Pedido de prisão

O MP-GO chegou a pedir a prisão do padre Robson, mas a solicitação foi negada pela Justiça. Estão sendo apurados os crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, sonegação fiscal e associação criminosa.

A defesa do padre nega irregularidades. Já a arquidiocese se disse "surpreendida" com a ação policial, mas que está "aberta para apurar com transparência quaisquer denúncias em desfavor de seus membros", junto à Província dos Missionários Redentoristas de Goiás.

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