Danos morais

Viúva de funcionário que morreu dentro de supermercado moverá ação

O corpo de Moisés foi escondido sob guardas sois e caixas para que supermercado continuasse funcionando

Pedro Augusto
Pedro Augusto
Publicado em 01/09/2020 às 16:22
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Se depender da intenção de Odeliva Cavalcante, de 58 anos, a morte de seu marido não será esquecida facilmente. Esposa de Manoel Moisés Cavalcante, funcionário que morreu dentro de supermercado, após um mal súbito, no último dia 14 de agosto, no Recife, ela moverá uma ação por danos morais contra a empresa.

De acordo com informações repassadas pelo advogado de Odeliva, Eduardo Barbosa, o supermercado “feriu o princípio da dignidade humana por encobrir o corpo do homem e isolar o local onde ele estava para continuar funcionando”, explicou.

Segundo ainda o advogado, o procedimento da rede de supermercados feriu a Constituição Federal. “Uma pessoa ficar duas horas morta, dentro de um supermercado, com o corpo encoberto, é uma cena inacreditável para os dias atuais. Fere o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana”, questionou Eduardo, em entrevista à imprensa pernambucana.

Resposta

Em resposta à imprensa em relação ao caso, a rede de supermercados informou que: “Desde o falecimento do senhor Moisés, esteve em contato com a empresa para qual ele trabalhava para garantir que toda assistência fosse dada a sua esposa, senhora Odeliva. Contudo, após uma solicitação da senhora Odeliva, fomos orientados que deveríamos acionar apenas seu advogado”.

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