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Pesquisa analisa impactos do isolamento social na saúde dos idosos brasileiros

Avaliação será feita no período de um ano

Lar de Idosos precisa de ajuda na pandemia do novo coronavírus
Idosos estão mais isolados por causa da pandemia da covid-19 (Pixabay)

Um grupo de pesquisadores de várias universidades brasileiras começou, no mês de maio, um levantamento com o objetivo de analisar os impactos do isolamento social motivado pela pandemia da covid-19 em idosos. A avaliação será feita no período de um ano, focada na mobilidade deles.

As pessoas acima de 60 anos são consideradas do grupo de risco da covid-19, ou seja, estão mais vulneráveis às consequências da doença e por isso tendem a ficar mais isoladas. O estudo, que tem a participação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é dividido em partes, quando serão aplicados questionários em 1.483 idosos brasileiros.

A primeira etapa foi encerrada e os questionários do segundo trimestre começaram a ser respondidos em agosto. A coordenadora da pesquisa em Pernambuco, a professora Etiene Fittipaldi, do Departamento de Fisioterapia da UFPE, revelou ao JC que do total de participantes, 633 são nordestinos e 134 pernambucanos.

Dos idosos que responderam o questionário, 69% afirmaram que realizavam atendimento médico ou fisioterapêutico antes da pandemia, bem como hidroginástica e acupuntura, entre outros.

Análises

Os resultados preliminares da pesquisa já apontam que os idosos pararam de realizar as atividades por causa do isolamento social. Os pesquisadores também analisam a repercussão da quarentena na saúde mental dos participantes.

A ideia é que o questionário seja aplicado dentro de três, seis e doze meses. Os idosos respondem as perguntas através de computador, tablet ou celular. O estudo servirá como base para promover políticas públicas voltadas para amenizar os prejuízos sofridos.

*Com informações do JC