Pescaria III

Vice-prefeito de Agrestina passa mal após ser preso em operação da Polícia Federal

Zito da Barra estava na delegacia da PF em Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 10/09/2020 às 12:10
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JC/PREFEITURA DE AGRESTINA
FOTO: JC/PREFEITURA DE AGRESTINA
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O vice-prefeito de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, José Pedro da Silva, conhecido como Zito da Barra, passou mal nesta quinta-feira (10) após ser preso dentro da operação Pescaria III, da Polícia Federal. O prefeito do município, Thiago Nunes, também foi preso.

Zito da Barra foi levado para a Delegacia da Polícia Federal em Caruaru, também no Agreste. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e o conduziu para uma unidade de saúde. Ainda não há informações sobre o estado dele.

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De acordo com o delegado da PF Márcio Tenório, os presos serão conduzidos para o sistema penitenciário e a investigação continua. As informações apuradas durante a operação serão encaminhadas ao Ministério Público Federal.

"São desvios de recursos que deveriam estar sendo utilizados em saúde, educação, assistência social e que infelizmente vão parar no bolso de corruptos", lamentou o delegado.

Com a operação, a Justiça determinou o afastamento de gestores, incluindo o prefeito e o vice, e funcionários públicos por 120 dias.

Entenda o caso

A terceira fase da Operação Pescaria foi deflagrada nesta quinta-feira (10), para dar continuidade às ações iniciadas em 2018. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos da prefeitura de Agrestina.

Segundo informações divulgadas pela PF, as vantagens ilícitas eram recebidas por meio da contratação fraudulenta de empresa de “fachada”, com recursos vindos de verbas federais.

Além do prefeito e do vice, outras três pessoas, sendo um funcionário da prefeitura e dois empresários, também foram presos. Segundo a polícia, R$ 110 mil foram encontrados em um cofre durante as buscas, assim como R$ 100 mil em cheques.

Na operação, estão sendo investigadas a lavagem dos lucros ilicitamente recebidos pela organização criminosa, através da conta bancária de titularidade de um “laranja” ligado ao grupo.

Estão sendo investigadas as suspeitas de crimes de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A ação contou com a participação de 70 policiais, além de servidores da Controladoria-Geral da União.

Thiago Nunes e Zito da Barra tinham sido afastados dos cargos após cassação da chapa por abuso de poder político. Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eles reassumiram no mês de julho.

A prefeitura de Agrestina não se pronunciou até a publicação dessa matéria.

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