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Governo efetiva Pazuello no Ministério da Saúde

Em 20 de maio, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Pazuello ficaria “por muito tempo” à frente da pasta

Em 20 de maio, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Pazuello ficaria “por muito tempo” à frente da pasta
Em 20 de maio, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Pazuello ficaria “por muito tempo” à frente da pasta (Reprodução)

O general Eduardo Pazuello foi efetivado pelo Governo Federal, nesta segunda-feira (14), como ministro da Saúde. No posto de forma interina desde o último mês de junho, Pazzuelo será empossado em cerimônia, que será realizada, nesta quarta-feira (16), a partir das 17h.

General de divisão, Pazuello formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), mesma instituição do presidente Bolsonaro. Ele atuou na coordenação das tropas do Exército nos Jogos Olímpicos de 2016 e coordenou a Operação Acolhida, que recebe e direciona os refugiados da Venezuela que chegam no Brasil pela fronteira de Roraima.

Em 20 de maio, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Pazuello ficaria “por muito tempo” à frente da pasta. “Ele vai ficar por muito tempo esse que está lá. Ele é um bom gestor e vai ter uma equipe boa de médicos de baixo dele”, disse o presidente na ocasião.

Sob a gestão interina de Pazuello, o Ministério da Saúde divulgou um documento em que estabelece novos critérios para uso da cloroquina no tratamento da covid-19. As novas recomendações permitem o uso de cloroquina ou hidróxido de cloroquina já nos primeiros dias após a manifestação de sintomas. As normas anteriores liberavam a droga apenas para os casos mais graves da doença.

A mudança atendia a uma recomendação pessoal do presidente Bolsonaro, que é um dos propagadores do medicamento, apesar da ausência de eficácia comprovada no tratamento da covid-19.

Currículo

Antes de chegar ao ministério em abril, inicialmente como secretário-executivo, ele comandava a 12ª Região Militar, em Manaus, no Amazonas. Sua alçada à pasta ocorreu em um contexto de aumento das nomeações de militares para a Saúde. A decisão de efetivá-lo reacende a discussão sobre sua ida à reserva, visto que o cargo, de indicação política, gera uma proximidade das Forças Armadas, instituição de Estado, ao governo.

Com informações do Congresso em Foco