Saúde

Covid-19: Bolsonaro diz que juiz não pode decidir se população vai tomar vacina

Presidente acredita que trata-se de questão de saúde, não de justiça

Equipe NE10 Interior
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Publicado em 26/10/2020 às 16:28
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (26) que juiz "não pode decidir se você vai ou não tomar vacina", em referência a uma fala do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que disse na última sexta (23) que haverá "judicialização" dos critérios a serem adotados para a futura vacinação contra a covid-19.

A vacina contra o novo coronavírus ainda está sendo desenvolvida por laboratórios de todo o mundo, mas Bolsonaro e integrantes do governo já explicitaram que são contra a obrigatoriedade da imunização.

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"Hoje vou estar com o ministro [Eduardo] Pazuello, da Saúde, para tratar desse assunto, porque temos uma jornada pela frente, onde parece que foi judicializada essa questão. E eu entendo que isso não é uma questão de Justiça, isso é uma questão de saúde acima de tudo. Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina. Não existe isso daí", disse Bolsonaro.

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CoronaVac

O presidente causou polêmica na semana passada ao afirmar que o Governo Federal não irá adquirir a CoronaVac, vacina que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

Bolsonaro falou que não confia na vacina, uma vez que o coronavírus teria surgido na China. "Acredito que teremos a vacina de outros países, até mesmo a nossa, que vai transmitir confiança para a população. A da China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido lá", declarou.

Em um pronunciamento na última quarta-feira (21), o Ministério da Saúde informou que não houve compromisso com o estado de São Paulo para a aquisição das vacinas, apenas um protocolo de intenções entre a pasta e o Butantan.

A CoronaVac já está na Fase 3 de testes em humanos e, segundo Instituto Butantan, é uma vacina segura, ou seja, não apresenta efeitos colaterais graves. Ao todo, os testes serão realizados em 13 mil voluntários e a expectativa é que sejam finalizados até dezembro. A CoronaVac prevê a administração de duas doses por pessoa.

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