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Governo de Bolsonaro é considerado ruim ou péssimo por 49% dos recifenses, aponta pesquisa

A pesquisa Ibope/JC/Rede Globo foi realizada entre os dias 27 e 29 de outubro com 1.001 entrevistados

Presidente da República, Jair Bolsonaro
Presidente da República, Jair Bolsonaro (Divulgação/Alan Santos/Presidência da República)

Divulgada nessa quinta-feira (29), a terceira rodada da Pesquisa Ibope/JC/Rede Globo apontou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem a sua gestão considerada ruim ou péssima por 49% da população recifense. Esse percentual vem crescendo em relação aos últimos levantamentos: Na primeira rodada era 43% e na segunda, 44%.

O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 29 de outubro com 1.001 entrevistados. A margem de erro é de três pontos percentuais máximos para mais ou para menos. O nível de confiança, ou seja, a probabilidade dos resultados retratarem o atual momento eleitoral, é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) sob o protocolo Nº PE 00353/2020.

Já o percentual dos que o atribuem o governo de Bolsonaro como ótima ou boa caiu oscilou negativamente de 30% para 28%. Já a parcela dos entrevistados que classifica o governo federal como regular também oscilou de 25% para 22%. Os que não souberam avaliar permaneceram no patamar de 1%.

Avaliação

O cientista político Arthur Leandro chama atenção para o fato das menores variações dos percentuais serem nas parcelas que consideram a gestão regular ou ruim/péssima. Esse fenômeno, segundo ele, demonstra uma constante entre os apoiadores do governo, e a oscilação decorrente da diminuição e eventual término do pagamento do auxílio emergencial.

"Há uma subida (aprovação) no momento em que o pagamento é feito na integralidade e uma retração no momento em que é suspenso. Então, Bolsonaro tem uma constância dos seus apoiadores mais fixos, que ainda está em um nível alto na capital e uma oscilação exatamente dessa parcela variável que tendia a melhorar a sua avaliação conforme o benefício estava sendo pago', apontou o especialista.

Matéria do Jornal do Commercio