Desenvolvimento

Projetos voltados para educação precisam ser ampliados em Caruaru

Escolas de tempo integral e creches são demandas da sociedade

Equipe NE10 Interior
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Publicado em 12/11/2020 às 17:00
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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A rede municipal de educação de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, conta com quase 44 mil alunos distribuídos em 140 escolas na cidade e na zona rural, seis delas de tempo integral. Como forma de desenvolvimento do município, a educação precisa ser uma prioridade da gestão pública.

Para o presidente do Confundeb em Caruaru, Augusto César, ampliar as escolas de tempo integral é um desafio para aprimorar a educação. "Faltou nesses últimos anos um investimento maior no processo de educação integral, na formação de professores que pudessem promover a valorização da educação em todo esse processo", afirmou.

De acordo com números do Ideb, Caruaru teve uma melhora nos índices nos últimos anos. Nos anos iniciais, a nota foi de 5,2 em 2017 para 5,5 em 2019. Nos anos finais, de 4 em 2017 para 4,9 em 2019. A cidade ficou em segundo lugar no estado em cidades acima de 300 mil habitantes, atrás de Petrolina.

Segundo a pesquisadora do programa de educação contemporânea, Maria Joselma, os projetos que ajudam a melhorar o rendimento do aluno precisam ser contínuos para dar certo. "O tipo de educação que nós temos tido tem sido aquele tipo de educação dos programas educacionais adquiridos fora do município de Caruaru com implantação direta aqui dentro de um governo de quatro anos. Acabou o governo, acabaram os processos em desenvolvimento. Vamos aguardar chegar um novo governo para ver quais são as orientações para iniciar tudo de novo", disse.

Creches

Já com relação às creches, são quase 20 distribuídas pela cidade, com mais de 5 mil crianças. De acordo com o Ministério Público de Pernambuco, há 1 mil crianças na lista de espera. Nos últimos anos, 13 creches estão em construção ou foram construídas.

A cuidadora de idosos Vânia Maria, que mora no Residencial Xique Xique, aguarda o término da obra da creche da Vila Andorinha para poder deixar a filha Manu, de três anos. Enquanto isso, precisa pagar um hotelzinho.

"Não tem nenhuma creche municipal aqui próximo, a mais próxima seria em outro bairro e mesmo assim não é fácil conseguir vaga, porque tem uma fila de espera, todo um protocolo a ser seguido", lamenta.

Orçada em mais de R$ 2 milhões, a creche da Vila Andorinha começou a ser construída no ano passado e estava prevista para ser concluída em fevereiro deste ano, o que não aconteceu.

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