Morte

Corpo de Genival Lacerda é sepultado na Paraíba

Cantor e compositor faleceu por causa de complicações provocadas pela covid-19

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Publicado em 08/01/2021 às 7:45
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O corpo do cantor e compositor Genival Lacerda foi sepultado na noite dessa quinta-feira (7) no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Campina Grande, na Paraíba. Ele estava internado no Recife e faleceu na manhã da quinta-feira por causa de complicações provocadas pela covid-19.

A notícia do falecimento foi dada pelo filho do artista, Genival Lacerda Filho em uma publicação nos Stories do Instagram.

O corpo do artista saiu do Recife por volta das 15h. Músicos e fãs se reuniram para recebê-lo no cemitério, em Campina Grande, ao som de forró. Genival foi sepultado em um jazigo de família, ao lado de onde está sepultada sua mãe.

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Trajetória

O artista nasceu na cidade de Campina Grande, na Paraíba, no dia 5 de abril de 1931. Ele trabalhou como radialista durante um tempo e sua primeira gravação como cantor foi feita em 1953, no Recife.

O primeiro disco gravado por ele foi lançado em 1956. A obra contemplava "Coco de 56", escrita por ele em parceria com João Vicente e “Dance o xaxado”, composta com Manoel Avelino.

No ano de 1964 Genival se mudou para o Rio de Janeiro e lá alcançou reconhecimento nacional. No Rio, conviveu com artistas como Dominguinhos e Luiz Gonzaga. Em 1975, a canção “Severina Xique Xique" foi consagrada e o refrão "ele tá de olho é na butique dela" se tornou inconfundível.

Pouco tempo depois, os sucessos "Radinho de pilha", "Mate o véio" e "De quem é esse jegue", se consolidaram como marca registrada do estilo bem humorado de "seu Vavá", como também era conhecido.

As ligações com a música não param por aí. Genival chegou a ser casado com a irmã do músico Jackson do Pandeiro, com quem teve uma relação muito próxima. 

Nos anos 90 voltou a morar em Recife e em 2016, ganhou título de cidadão recifense da Câmara dos Vereadores. Em 2017, recebeu no Palácio do Planalto a medalha da Ordem do Mérito Cultural (OMC). 

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