Economia

Ex-Presidente da Ford Brasil diz que as operações não estavam sendo lucrativas

Veículos da Ford devem vir de países da América Latina

Laís Milena
Laís Milena
Publicado em 12/01/2021 às 13:14
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Reprodução/NE10 Interior
FOTO: Reprodução/NE10 Interior
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O fechamento da Ford no Brasil causa preocupação para a economia do país, principalmente do nordeste. As fábricas estavam instaladas em Camaçari, na Bahia, Horizonte, no Ceará e Taubaté, em São Paulo. A decisão anunciada nesta segunda-feira (11) pegou o setor automobilístico de surpresa, após a empresa ser a 5º que mais vendeu carros em 2020, no Brasil.


Em entrevista à Rádio Jornal Caruaru, o ex-presidente da Ford no Brasil, Luiz Carlos Mello explicou que a indústria automobilística como um todo vem passando por momentos difíceis. "Os custos são muito grandes, o que aconteceu com a Ford foi uma decisão estratégica, de reduzir suas operações que não estavam sendo lucrativas."


Apesar do fechamento da empresa, serão mantidos no Brasil a sede administrativa da montadora na América do Sul, que fica em São Paulo, o Centro de Desenvolvimento do Produto, na Bahia e o Campo de Provas, em Tatuí, São Paulo.
A Ford encerrou sua produção de veículos no país, mas vai seguir comercializando os carros. "Ela não vai fechar as portas, neste momento vai trazer veículos da Argentina, principalmente. Eles também podem trazer carros da Argentina e do México, além do Uruguai", comentou o ex-presidente da Ford no Brasil, Luiz Carlos Mello.

Setor automotivo em crise


Outras montadoras de veículos já haviam encerrado as atividades no Brasil, a exemplo da Mercedes-Benz, que anunciou a decisão em dezembro de 2020. "A indústria automotiva está em crise no mundo inteiro porque produz um produto com valor aquisitivo muito elevado. As empresas fecham porque os veículos produzidos não são vendidos na mesma escala, fatalmente leva a isso. O carro ainda é um bem seletivo, aqui ou em qualquer lugar do mundo", disse.

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