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Janeiro Branco: Entenda a campanha por trás da cor

Samara Pontes entrevistou a psiquiatra Jaqueline Bífano

Samara Pontes
Samara Pontes
Publicado em 19/01/2021 às 16:19
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A psiquiatra Jaqueline Bifano, da cidade de Belo Horizonte (MG), deu início à semana de entrevistas no programa Consultório da Rádio Jornal Garanhuns. A médica, com ampla experiência na área, participou por telefone e trouxe os principais dados a respeito da depressão, como causas, sintomas e tratamentos. A conversa faz parte da série de entrevistas sobre a campanha do Janeiro Branco.

A profissional contou que, diferente do que muitos acreditam, a depressão não se manifesta inicialmente com uma tristeza profunda, mas sim com uma irritabilidade sem explicação. "As pessoas tendem a achar que depressão é só quando você está tristinho ou fazendo 'corpo mole'. Depressão não começa com o paciente ficando triste, mas sim irritado. Esse é o primeiro sinal. A pessoa começa a perder a paciência com coisas pequenas do dia a dia, com isso, começa a se isolar e deixa de fazer coisas que gostava muito. Aí sim, ela começa a apresentar sinais típicos da doença como choro fácil, tristeza e falta de apetite", disse.

Com relação às possíveis causas, a psiquiatra alerta que o fator genético é muito importante: "Alguns indivíduos têm predisposição a um quadro depressivo. A gente sempre pesquisa no consultório se na família do paciente alguém já apresentou um quadro de depressão ou outra doença psiquiátrica, assim, ela tem mais chances de desenvolver o transtorno", ressaltou. A médica também destaca que, mesmo com essa predisposição, o problema pode não se manifestar; da mesma forma que, pessoas sem o fator hereditário podem desenvolver a condição devido a outros fatores externos.

Perguntada sobre qual profissional procurar ao notar os sintomas, Bifano informou que, se o quadro for leve, o atendimento psicológico pode resolver. "A gente indica que primeiro o paciente procure um psicólogo. Se o terapeuta notar que há uma gravidade na situação, que existe a necessidade de medicação, aí sim ele encaminha para o psiquiatra e nós começamos com o tratamento medicamentoso". De acordo com a médica, o tratamento pode salvar vidas, uma vez que a depressão pode causar problemas de saúde e levar o paciente a cometer o suicídio.

Veja a entrevista

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