Investigação

Prefeitura de Campinas apura omissão no caso do menino preso em barril

A Secretaria da Justiça terá até 60 dias para concluir a investigação

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Publicado em 02/02/2021 às 18:08
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A prefeitura de Campinas, em São Paulo, informou nesta terça-feira (2) que vai abrir uma investigação para verificar se houve omissão e falhas de servidores públicos, além de entidades conveniadas, no caso do menino de 11 anos que era mantido acorrentado em um barril. A vítima foi libertada por policiais militares, no sábado (30), após um vizinho denunciar a situação. 

A medida foi tomada após o Conselho Tutelar que acompanhava o caso do garoto há mais de um ano, afirmar não ter detectado sinais de que a vítima era torturada. A gestão municipal afirmou que as secretarias municipais da Saúde e de Assistência Social foram intimadas a entregar documentos em, no máximo, 24 horas.

A Secretaria da Justiça terá até 60 dias para concluir o levantamento. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias. Os relatórios enviados pelas secretarias apontam vários atendimentos feitos ao menino e a parentes dele, desde setembro de 2019. 

A criança, que foi internada no próprio sábado com quadro de desnutrição, continua no hospital. A Secretaria Municipal da Saúde afirmou, por volta das 12h desta terça, que o estado de saúde do menino é estável. Ele permanece internado para ganhar peso. Quando tiver alta, segundo o Conselho Tutelar, a criança deverá ser levado para um abrigo.

Prisão

O pai do garoto, um auxiliar de serviços gerais de 31 anos, sua mulher, uma faxineira, de 39, e a filha dela, uma vendedora de 22 anos, foram presos em flagrante, por tortura. A Justiça determinou a prisão preventiva por tempo indeterminado, na tarde desta segunda (1º). 

Em depoimento feito à polícia no fim de semana, o pai da vítima alegou que o filho "era muito agitado dentro de casa" e que ele decidiu acorrentar a criança "para educar o menino". O Ministério Público anunciou que iria instaurar um procedimento para acompanhar os desdobramentos do caso.

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