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Menina de 2 anos morre sem oxigênio durante transferência de hospital

O tanque de oxigênio que ajudava a criança a respirar parou de funcionar dentro da ambulância.

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Publicado em 12/02/2021 às 14:58
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Uma criança de 2 anos morreu por falta de oxigênio enquanto era transferida dentro de uma ambulância de um hospital para outro no interior de São Paulo. Isadora Lorena Ribeiro Mota estava acompanhada da mãe e da equipe do hospital no percurso de aproximadamente 21 quilômetros quando o tanque de oxigênio teria falhado.

A Prefeitura de Sete Barras nega a falha no equipamento. A mãe da menina, Ana Lucia Ribeiro, disse em entrevista ao G1 que a filha acordou passando mal na última sexta-feira (5) e foi levada a uma UBS. Lá, a criança fez exames de sangue e raio-x.

Isadora sentiu falta de ar, de acordo com o relato da mãe, e foi colocada para respirar com ajuda de um equipamento. Após o resultado do exame de sangue, o médico decidiu transferir a criança para outra cidade. No entanto, durante o caminho, Ana contou que a filha começou a ficar roxa e sem oxigênio.

"Perguntei para a enfermeira se o oxigênio estava ligado, ela saiu do meu lado e viu que não estava. Tentou mexer [para ligar], mas não conseguiu. Então, ela perguntou ao motorista se dava para ele parar a ambulância. Ele disse que não, e começou a dirigir mais rápido", conta.

A enfermeira chegou a ligar para uma colega de trabalho mas não conseguiu ligar o equipamento. Quando chegou ao hospital, Ana disse que lembra de sentir a temperatura do corpo da filha cais e disse que viu os membros dela se contorcerem.

"Se passaram 20 minutos e ela não voltou", disse Ana Lucia. "Uma médica apareceu e disse que minha anjinha já não estava mais aqui, que eles tentaram de tudo. Teve uma parada cardiorrespiratória".

Esclarecimento do hospital

O Hospital Regional de Registro (HRR) esclareceu, por meio de nota que a menina chegou à unidade em óbito e não reagiu aos estímulos da equipe pediátrica. Além disso, o hospital reforçou que o serviço de origem tem responsabilidade por estabilizar qualquer paciente antes da transferência.

A Prefeitura de Sete Barras, responsável pela UBS, informou que apenas no estacionamento do hospital de Registro a técnica em enfermagem verificou que a menina estava em parada cardiorrespiratória, descendo da ambulância e pedindo ajuda.

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