Economia

Notas de R$ 200 empacam e só 12,8% das cédulas impressas estão em circulação

Liberação das cédulas ocorre de acordo com a demanda, diz Banco Central

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Publicado em 16/02/2021 às 15:00
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 Raphael Ribeiro/BCB
FOTO: Raphael Ribeiro/BCB
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A cédula de R$ 200 lançadas pelo Governo Federal durante a pandemia estão empacadas, segundo o Banco Central das 450 milhões de notas impressas no ano passado, 57,6 milhões (cerca de 12,8%) estavam em circulação até a sexta-feira (12).

O setor econômico do Brasil esperava que a demanda por papel-moeda fosse aumentar devido ao pagamento do auxílio emergencial e ao "entesouramento" (quando as pessoas guardam o dinheiro em casa), por isso criou uma nova cédula, no entanto a demanda ficou abaixo do esperado.

As notas estampadas pelo lobo-guará que não estão em circulação ficam com o governo. O Banco Central informou que as cédulas de R$ 200 são liberadas para circulação conforme a demanda e que o ritmo, por enquanto, está dentro do esperado.

Esta foi a primeira cédula de um novo valor em 18 anos, além de ser a de maior valor. Antes dela, a mais recente era a R$ 20, lançada em 2002. Com o fim do auxílio emergencial a expectativa é que a demanda por papel-moeda caia e o Banco Central retire dinheiro do mercado. 

Em nota, o BC argumentou que não estabelece metas para emissão ou retirada de papel-moeda de circulação. Ainda não há definição da quantidade de cédulas de R$ 200 que serão emitidas neste ano. O BC justificou que contrato de fornecimento das notas está em fase de análise.

PIX

A nota de R$ 200 foi criada três meses antes da implementação do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. A ferramenta começou a funcionar em novembro e visa diminuir o uso de papel-moeda.

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A nova forma de pagamento funciona 24 horas por dia e sem custos. Segundo dados do BC, mais de 286 milhões de operações foram finalizadas por meio do PIX em 2021. 

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