Pandemia

Pesquisador aponta Toritama, Santa Cruz do Capibaribe e Garanhuns com alta no contágio do coronavírus

Jonas Albuquerque falou sobre o aumento dos casos da Covid-19 em Pernambuco, durante entrevista ao Povo na TV.

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Publicado em 23/02/2021 às 16:51
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Os casos de coronavírus estão registrando alta em Pernambuco desde o fim de dezembro. Os municípios do Agreste estão entre aqueles com altas taxas de contágio. Em entrevista ao Povo na TV, o pesquisador do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco da UFRPE (IRRD), Jonas Albuquerque fala sobre o aumento da infecção da Covid-19 no interior.

De acordo com o pesquisador, a tendência de crescimento da doença é registrada a partir de 31 de dezembro, depois das festas de fim de ano, e mais recentemente do Carnaval. "O que a gente observa é que a gente aumentou demais a infecção no estado como um todo", afirma.

Utilizando gráficos e mapas com a curva de contaminação do vírus, Jonas explica como está a situação, atualmente, das cidades e qual foi o fator determinante para o aumento dos casos. "Algumas das cidades do estado estão indo para uma região muito crítica de risco vermelho da situação. Quando isso soma-se ao comportamento relaxado de toda as esferas. Todo mundo cansou, a gente perdeu a consciência pandêmica".

Covid-19 no Agreste

Sobre as novas variantes, que o secretário de Saúde de Caruaru, Breno Feitoza, já havia confirmado que elas estão em circulação no Agreste, o pesquisador diz que pode ser, inclusive, que outras mutações, ainda não identificadas, estejam em circulação. A grande circulação de pessoas, que está alta em Pernambuco, é o fator responsável pelo surgimento e proliferação das variantes.

Entre os municípios do interior do estado com alto risco de contágio ele destacou Toritama, Santa Cruz do Capibaribe e Garanhuns. A nível nacional ele lembra que a pandemia nunca deu sinais de desaceleração. "A gente não dá sinal algum de queda. O mundo tem um sinal de queda porque vários países 'trancaram-se' e vacinaram massivamente". 

A preocupação maior, segundo Jonas, é que o vírus está atingindo de forma agressiva e simultânea o interior e a região metropolitana. E para conter essa nova onda, ele afirma que seria necessária medidas integradas de isolamento social, não adianta uma cidade se isolar e as demais, que estão ao redor, continuarem com ampla circulação.

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