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Falta barro no Alto do Moura? Artesãos alegam risco de escassez para produção de peças

Secretários de Meio Ambiente e Cultura visitaram Caruaru para avaliar a situação nesta quarta-feira (3).

Presépio representa nascimento de Jesus
Peças de barro são mundialmente conhecidas. (Reprodução/TV Jornal Interior)

Os artesãos do Alto do Moura, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, têm se preocupado com um possível risco de escassez da principal matéria-prima usada para fazer as tradicionais peças mundialmente conhecidas na terra do Mestre Vitalino: o barro. O local, que é patrimônio imaterial cultural do Brasil, representa a herança cultural e econômica da Capital do Forró.

Os artesãos, que em sua maioria têm o barro como principal fonte de renda, alegam que, nos próximos anos ele pode não ser suficiente para a produção das peças. De acordo com eles, foi ligado um sinal de alerta porque o principal terreno de onde é retirada a matéria-prima para produção do artesanato só teria suprimento o suficiente para mais quatro ou cinco anos.

Nesta quarta-feira (3), algumas autoridades locais e estaduais visitaram o Alto do Moura para avaliar a situação. Estiveram presentes a deputada estadual Laura Gomes, o Secretário Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Antônio Bertotti, o Secretário Estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, o Presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, juntamente com o Presidente da Associação dos Artesões em Barro e Moradores do Alto do Moura (ABMAM), Helton Rodrigues.

Visita ao Alto do Moura
Visita ao Alto do Moura
Reprodução/NE10 Interior

Além de avaliar o terreno onde atualmente os artesãos retiram o barro, a comissão também visitou a Casa Museu do Mestre Vitalino, que é um dos principais pontos turísticos da cidade. O presidente da ABMAM, Helton Rodrigues, disse em entrevista ao NE10 Interior que os artesãos reivindicam a compra de um novo terreno para evitar que o barro se torne escasso nos próximos anos. "Podemos ver que existe a necessidade de que seja adquirida uma nova área de barro hoje para garantir a matéria-prima para as próximas gerações", explicou.

O que diz a prefeitura

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Fundação de Cultura de Caruaru (FCC), esclareceu por meio de nota que já existe uma área avaliada por artesãos e por representantes da prefeitura para futura extração do barro. A prefeitura destacou ainda que será feito o processo de desapropriação do lugar para que ele possa ser utilizado de forma correta.