Consultório

Como identificar câncer no Testículo? Especialista explica sintomas

Entrevista foi ao ar no "Consultório do Rádio Livre", da Rádio Jornal Garanhuns

Samara Pontes
Samara Pontes
Publicado em 17/03/2021 às 10:08
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Imagem ilustrativa SJCC
FOTO: Imagem ilustrativa SJCC
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Nesta terça-feira (16), o programa Consultório da Rádio Jornal Garanhuns, contou com a participação do oncologista Felipe Marinho. Por telefone, o profissional esclareceu diversos pontos sobre uma doença rara e que vitimou recentemente o ator Léo Rosa, aos 37 anos de idade: o câncer de testículo.

A saúde do homem muitas vezes é deixada de lado ou só é lembrada quando se fala em câncer de próstata, mas o especialista alerta sobre a importância da doença, que mesmo rara, pode ser fatal: "Entre os tumores que mais acometem os homens, o câncer de testículo atinge cerca de 5%. O que chama a atenção é que a doença atinge pacientes mais jovens, homens de 20 a 40 anos de idade. As chances de sucesso no tratamento são muito altas, mas alguns casos podem ser descobertos em estágios muito difíceis de tratar o que pode vitimar o paciente ainda jovem", alerta o profissional.

É muito comum as pessoas procurarem por causas ou fatores de risco em todos os tipos de cânceres. Sabendo desses fatores, em alguns casos, pode-se tentar evitar ou adiar o surgimento da doença. Com relação ao câncer de testículo, Marinho explica: "Um dos fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de tumor é aquele testículo que não desce. Quando nós homens somos crianças, os nossos testículos ficam mais para cima. Geralmente, até os dois anos há a descida completa dos testículos, mas em alguns casos isso não acontece. Quando a família, o homem, não identifica isso, ou não se preocuparam a tempo, esse indivíduo terá mais chances de desenvolver a doença do que o homem que teve a descida do órgão para a bolsa escrotal normalmente", pontua o oncologista.

O homem que notar um carocinho no testículo, geralmente no banho, deve procurar um urologista para que haja uma melhor investigação. Caso a doença seja diagnosticada, alguns tratamentos serão necessários dependendo do estágio da doença, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Questionado sobre a possibilidade de infertilidade após o tratamento, o profissional tranquiliza: "Como a maioria dos homens precisa fazer a retirada de um testículo afetado, isso não significa que o mesmo fique estéril já que o outro poderá suprir a necessidade normalmente. Agora se o paciente precisar de outros tratamentos, o que pode prejudicar a função do órgão, o ideal é que o mesmo procure o serviço de congelamento de sêmen para garantir que no futuro ele possa engravidar sua parceira", concluiu Felipe Marinho.

Quer saber como identificar câncer no Testículo? Confira entrevista completa

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