Ciência

Cientistas encontram superanticorpos contra Covid-19 em americano

Escritor de 54 anos também é imune às novas variantes do coronavírus.

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Publicado em 18/03/2021 às 13:33
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Pesquisadores da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, descobriram superanticorpos contra a Covid-19 em no escritor norte-americano John Hollis, de 54 anos. De acordo com os cientistas, as proteínas produzidas pelo homem impedem que ele desenvolva a doença, inclusive pelas mutações do coronavírus.

A descoberta aconteceu de maneira inesperada. Em abril do ano passado, Hollis dividia casa com um amigo que foi diagnosticado com a Covid-19 e ficou em estado grave. Segundo relatou à rede de TV americana NBC, o escritor chegou a deixar uma carta para o filho adolescente "caso as coisas desmoronassem muito rápido", no entanto ele não desenvolveu a doença.

Cerca de três meses depois, em julho daquele ano, Hollis comentou o ocorrido com o professor Lance Liotta, médico e pesquisador bioengenheiro da Universidade George Mason, onde Hollis também trabalhava no setor de comunicação. O escritor, então, foi convidado para participar de um estudo sobre o coronavírus.

Com isso Hollis descobriu que não só tinha contraído a Covid-19, como seu corpo tinha superanticorpos que o tornavam imune à doença, ou seja, os vírus entraram em seu corpo, mas não conseguiram infectar suas células e deixá-lo doente. "Meu queixo bateu no chão", disse Hollis. "Tive que fazer [Liotta] repetir o que ele me disse pelo menos cinco vezes", contou à NBC.

Segundo o médico responsável pelo estudo, os anticorpos desenvolvidos por Hollis atacam diversas partes do vírus ao mesmo tempo e o eliminam rapidamente. O médio relatou à BBC que, na maioria das pessoas, os anticorpos que se desenvolvem para combater o vírus atacam as proteínas do coronavírus que o ajudam a infectar as células humanas. 

No entanto, há um problema, uma pessoa que entra em contato com o vírus pela primeira vez, demora certo tempo até que o corpo consiga produzir esses anticorpos específicos o que permite que o vírus se espalhe. Mas os anticorpos de Hollis são diferentes, eles atacam diversas partes do vírus e o eliminam rapidamente. Eles são tão potentes que Hollis é imune inclusive às novas variantes do coronavírus.

Os pesquisadores estudam esses superanticorpos de Hollis e de alguns outros poucos pacientes como ele na esperança de aprender como melhorar as vacinas contra a doença. "Nós coletamos o sangue de Hollis em diferentes momentos e agora é uma mina de ouro para estudarmos diferentes formas de atacar o vírus", afirmou Liotta.

Brasileiros com anticorpos

No Brasil, em fevereiro de 2021, uma pesquisa apontou que chega a 29,9% o percentual de moradores da cidade de São Paulo que já tiveram contato com o coronavírus e possuem anticorpos. No entanto, não há também estudos detalhados sobre por quanto tempo uma pessoa infectada mantém anticorpos contra a Covid-19. 

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