Caso Henry

Defesa de Dr. Jairinho e de Monique entra com pedido de habeas corpus

No pedido, a defesa alega que não havia motivos suficientes para a prisão do casal.

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Publicado em 10/04/2021 às 14:12
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 Mauricio Almeida E Wilton Junior/Estadão Conteúdo
FOTO: Mauricio Almeida E Wilton Junior/Estadão Conteúdo
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O escritório de advocacia que defende Dr. Jairinho e Monique Medeiros entrou com um pedido de habeas corpus para libertar o casal na sexta-feira (9). Os dois foram presos na quinta (8), após suspeita de envolvimento na morte do menino Henry Borel, de 4 anos.

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O advogado André França endereçou o pedido de soltura ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira. O caso será sorteado para definir qual magistrado avaliará o pedido.

No documento, o escritório França Barreto defende que os clientes "se encontram submetidos a manifesto constrangimento ilegal" e afirma que não havia necessidade de prendê-los. A defesa alega que não havia motivos suficientes para a prisão do casal.

“A autoridade coatora [a juíza Elizabeth Machado Louro] está, nitidamente, justificando os arbitrários meios pelos deturpados fins, impulsionada pela tradicional voz das ruas, cujo coro insiste em ecoar pela história das civilizações, perseguindo os hereges de cada era”, escreveu a defesa do vereador e da professora.

A defesa afirma que foi “surpreendida” ao pedir uma cópia do mandado de prisão na 2ª Vara Criminal do Tribunal do Júri. “Os serventuários (...) informaram que os autos da medida cautelar, que tramitam no meio físico, não se encontravam no cartório”, detalhou.

Os advogados afirmaram não ter tido acesso aos autos até o momento. A defesa ainda acusa a Justiça de obtenção ilegal de provas. No cumprimento dos mandados de busca no dia 26 de março, “os agentes conduzem o material apreendido em mãos, sem o devido acondicionamento e lacre”.

A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, criticou a atuação do advogado. De acordo com a magistrada, o defensor participou de todos os depoimentos prestados à polícia por testemunhas que não são defendidas por ele, como a babá de Henry Borel, Thaina de Oliveira Ferreira e a doméstica Leila Rosângela de Souza, a Rose.

Em depoimentos à polícia, tanto Thaina como Rose admitem que, em 18 de março, foram levadas até o escritório do advogado. Quem cuidou dessa ação foi Thalita, irmã de Jairinho.

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