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Dia mundial do Café: saiba mais sobre uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros

Bebida é a segunda mais consumida no mundo

Hanna Aragão
Hanna Aragão
Publicado em 14/04/2021 às 16:02
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Uma das principais companhias do brasileiro é o café. Preto, descafeinado, capuccino ou gelado, o café é presença certa na rotina, seja para despertar, para pausar, para dar energia ou para relaxar. O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, e uma bebida tão importante merece um dia de celebração só para ela. Por isso, nesta quarta-feira (14) é comemorado o dia mundial do café.

Versátil, a bebida pode ser usada em bolos, molhos, caldas, e até mesmo drinks. Apesar de possuir popularidade desde sempre, recentemente um novo grupo de cafés tem chamado a atenção, são os cafés especiais, que são cafés de alta qualidade com fragrância, aroma, doçura, acidez, corpo e harmonia em altos índices de qualidade.

O café de Taquaritinga do Norte

Em Taquaritinga do Norte, Agreste de Pernambuco, o café especial tem sido usado como turismo, lazer e negócios, isso porque o município é um dos maiores produtores do grão no estado de Pernambuco. De acordo dados do município, atualmente existem mais de 100 produtores que comercializam o grão na cidade, representando cerca de 47% da produção de café do estado de Pernambuco, o que equivale a 322 toneladas por ano.

O produtor de café Ewerton França, responsável pelas marcas Rudimentar Coffee e Café Matuto, explica porque a cidade é tão propícia para a produção do grão. “99% do café produzido em Taquaritinga é da variedade Arábica Típica, foi o primeiro tipo de café introduzido no Brasil. Essa variedade é peculiar e muito específica, porque é um café que se produz na sombra e em baixa escala. Em Taquaritinga nós temos a altitude, o clima e a mata necessárias para a produção do grão”, afirma.

Para o café chegar até a mesa de vários brasileiros ele passa por um longo processo de produção e torra. O norte taquaritinguense Fidel Borges explica: “Assim como vinho, se percorre um longo processo delicado até chegar a xícara nas cafeterias e mesas. Todas as etapas são fundamentais para uma bebida equilibrada (notas sensoriais, corpo e acidez), colheita, secagem e torra. Não se pode falhar em nenhuma delas”, destaca o produtor do Café das Dálias.

Novo mértodo

Os amantes de café buscam ter cuidado ao escolher o café de qualidade, mas também se preocupam na hora de fazer o café em casa. Além das etapas para ‘passar’ o café, os fãs buscam coadores e filtros específicos que ajudam a intensificar o sabor final. Pensando nisso foi que o publicitário e amante de café Fernando Sá, criou o método Koar, que acabou se tornando uma empresa.

De acordo com Juscelino Boubon, um dos sócios da Koar, o coador de café é inspirado no método Calita. “Fernando gostava muito desse método que é filtro de papel em formato de onda, mas ele além de ser caro é difícil de encontrar aqui no Brasil. E ai surgiu a ideia de fazer um coador usando os formatos de onda. A primeira versão foi feita em alumínio. Ele chamou Lidiane Santos, que é juíza do campeonato de café, para auxiliar na quantidade de ondas que o coador precisaria ter para chegar a um café saboroso”, explica o sócio.

Pode parecer que não, mas o modo como o café é coado interfere no sabor final. Ainda segundo Juscelino, o grande diferencial é você ter uma extração equilibrada, para qualquer tipo de café, com uma doçura e uma uma acidez bem equilibrada. “As ondas permitem uma passagem de ar entre o filtro e a parede que cria um efeito que a água vai descer por igual quando você lança dentro dele, isso você consegue extrair toda a parte de sabores que tem dentro do café.”, conclui.

Coado com método especial ou não, café é bom de todo jeito!

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