Pandemia

Artesãos do Alto do Moura reclamam de prejuízos, em Caruaru

Por falta de compradores, artesanato do local está parado na prateleira e, quem vende, sem renda

Rebeca Nunes
Rebeca Nunes
Publicado em 22/04/2021 às 19:36
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Os artesãos do maior centro de artes figurativas da América, como é conhecido o Alto do Moura, em Caruaru, no Agreste, vem passando por dificuldades. Desde que a pandemia começou, os artesãos vêm sentido a falta de movimentação no local. A ausência de clientes tem afetado a economia.

Socorro Rodrigues tem mais de cinquenta anos trabalhando como artesã. Desde menina ela colocava a mão na massa e assim foi se aperfeiçoando, mas a situação tem entristecido toda a classe. Quem depende exclusivamente dessa renda, tem sofrido neste período de pandemia. No ateliê de dona Socorro as peças variam de cinco reais até seis mil reais.

Artesanato do local está parado
Artesanato do local está parado
Reprodução/Rebeca Nunes

“Antes da pandemia eu vendia em média trezentas peças por mês. Agora só tenho vendido trinta peças por mês”, disse a artesã.

Ainda segundo ela, clientes de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, deram uma pausa nas compras justificando a falta de dinheiro para investir neste momento.

Situação dos artesãos 

No Alto do Moura são em média 800 artesãos que tiram do barro o dinheiro para o sustento. A fundação de Cultura de Caruaru informou que o recurso da Lei Aldir Blanc contemplou 159 projetos de artesanato, sendo destinados mais de 700 mil reais para a categoria.

De acordo com o presidente da Associação dos Artesãos em Barro e Moradores do Alto do Moura (ABMAM), Helton Rodrigues, a lei contemplou apenas 30% dos artesãos do Alto do Moura. “O valor ajudou bastante aos artesãos, mas contemplados foram apenas 30% do total. Nesse caso os outros 70% ficaram desacobertados e passando dificuldades”, explicou Helton.

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