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Causa da morte de Eva Wilma, câncer de ovário é o segundo que mais mata entre os tumores ginecológicos

Saiba mais sobre a doença

Causa da morte de Eva Wilma, câncer de ovário é o segundo que mais mata entre os tumores ginecológicos
Causa da morte de Eva Wilma, câncer de ovário é o segundo que mais mata entre os tumores ginecológicos (Pixabay)

A atriz Eva Wilma faleceu na noite desse sábado (15) aos 85 anos em decorrência de câncer no ovário. Todo ano, são registradas cerca de 207 mil mortes pela doença no mundo, sendo 4 mil no Brasil. Alguns sintomas como dificuldade para se alimentar, dor pélvica e/ou abdominal, sangramento vaginal anormal, mudança no hábito intestinal, fadiga extrema e perda de peso são sinais de alerta.

A doença é diagnosticada principalmente quando está em estágio mais avançado. Em 80% dos casos, este tipo de câncer é diagnosticado quando já está disseminado para linfonodos, outros órgãos da região pélvica e abdominal ou até órgãos como pulmão, osso e sistema nervoso central.

Quando a doença é diagnosticada de maneira precoce, a chance das pacientes viverem por mais de cinco anos sobe para 92,6%. “Quando a doença é descoberta mais precocemente, pode-se oferecer um tratamento curativo, com melhores resultados, que será guiado com base na classificação realizada pelo médico patologista quanto ao tipo e agressividade do tumor”, explica o médico patologista da Sociedade Brasileira de Patologia, Leonardo Lordello.

Na maior parte dos casos, os tumores malignos do ovário são derivados de células epiteliais que revestem o ovário e/ou a trompa.

O câncer de ovário é mais prevalente a partir dos 60 anos, quando a mulher não está mais em fase reprodutiva. Mas a doença também pode ser diagnosticada em mulheres mais jovens, principalmente nos casos de hereditariedade.

Fatores de risco

Os tumores malignos de ovário surgem, em aproximadamente 80% dos casos, por influência direta dos hormônios. Infertilidade e questões associadas com maior frequência de ciclos menstruais mensais como menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, dentre outras, assim como obesidade e tabagismo, são alguns dos fatores de risco.

Controle do peso, alimentação equilibrada e prática de atividade física, gestação e amamentação colaboram na diminuição do risco de desenvolver câncer de ovário.