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Dirigente do PT é preso por se recusar a remover do carro faixa com dizeres contra Bolsonaro

O policial militar que prendeu o homem foi afastado pela conduta.

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Publicado em 01/06/2021 às 11:25
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O secretário estadual de Movimentos Populares do PT de Goiás, Arquidones Bites, foi preso na última segunda-feira (31) pela pela Polícia Militar na cidade de Trindade por ter exibido uma faixa com os dizeres "fora Bolsonaro genocida" em cima do capô do carro durante um protesto.

O vídeo do veículo foi publicado pela presidente do PT de Goiás, Kátia Maria, nas redes sociais, que afirmou que a justificativa utilizada para a prisão foi a Lei de Segurança Nacional. Arquidones foi detido pelos agentes e levado a uma delegacia da Polícia Civil de Trindade, que teria se recusado a registrar a ocorrência. Foi então que os PMs encaminharam o secretário para a Polícia Federal, onde prestou depoimento e depois foi liberado, por volta das 22h.

"Fui preso, fui quase enforcado, levei empurrão, soco, mas estamos na luta", disse Arquidones, ao deixar a Polícia Federal. Ele reiterou os dizeres da faixa: "Fora, Bolsonaro genocida". Após deixar a sede da PF, Arquidones foi acompanhado por militantes.

"Eu tenho certeza que muita gente que não está aqui neste momento, mas que ficou sabendo, com certeza essas pessoas não estão de acordo com o que foi feito. Eu estou nervoso, não sei se vocês sabem, nós somos nove irmãos, foi morrer justamente o caçula. Ele saiu da ordem, porque o presidente da República, esse genocida, não comprou vacina. Não podemos aceitar isso, gente", discursou.

Prisão do PM

Na manhã desta terça-feira (1º), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afastou das ruas o policial militar que prendeu o secretário estadual de Movimentos Populares do PT. Por meio de nota, a SSP disse que “ele responderá a inquérito policial e procedimento disciplinar para apuração de sua conduta”. Enquanto isso, o policial poderá exercer funções administrativas.

*Com informações do UOL e G1

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