Pandemia

Ceará tem alta taxa de casos de covid-19 em crianças de 0 a 9 anos

Embora casos sejam leves e assintomáticos, infectologista alerta para perigos.

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Publicado em 06/06/2021 às 10:49
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Em abril, o estado do Ceará registrou 5,3 mil infecções por coronavírus em crianças com idade entre 0 e 9 anos. Já no mês de maio o estado registrou 4,9 mil novos casos de Covid. Desde outubro, maio foi o primeiro mês com queda nas contaminações de crianças quando comparado mês a mês. 

Ceará tem alta taxa de casos de covid-19 em crianças de 0 a 9 anos

Porém, com o novo pico de infecções na população em geral, ocorrido na segunda onda, que teve início em outubro de 2020, maio de 2021 foi, para a faixa etária das crianças, o segundo mês com mais contaminações no Ceará.

Durante esse segundo pico, o aumento de infecções por Covid na população em geral foi tão expressivo no Ceará que o total de casos, em maio, chegou a ser cinco vezes o número registrado em outubro. A mesma dinâmica foi seguida nas infecções de crianças. Em outubro de 2020, o Estado teve 972 casos entre a população de 0 a 9 anos. E em maio, chegou a 4,9 mil.

Desse total, 2,2 mil infecções foram em crianças de 5 a 9 anos, e os outros 2,7 mil naquelas de 0 a 4 anos. Os dados constam no Integrasus, plataforma digital da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

Até maio de 2021, o Ceará registrou, no total, 820 mil casos de Covid. A taxa de infecção em crianças de 0 a 9 anos representa 3,91% dos casos registrados desde o início da pandemia. 

Riscos de casos de covid-19 em crianças

A médica infectologista pediátrica do Hospital Infantil Albert Sabin, Lohanna Tavares, explica mesmo que boa parte dos casos sejam leves e assintomáticos, à medida que a quantidade cresce, aumentam as chances de ocorrências moderadas e graves.

“Em relação ao volume de casos, a gente sabe que, no que aumenta na população em geral, vai aumentar também nas crianças. Mas não só isso. Mesmo que aumente nas crianças, a maioria ainda são casos leves e assintomáticos, mas casos moderados, graves e óbitos acontecem sim. No que aumentam os casos gerais, aumentam os casos graves proporcionalmente. Além disso, quanto mais testes disponíveis a gente tem, mais diagnósticos a gente também consegue flagrar”, afirma.

A médica ainda alerta que, mesmo com o aumento do diagnóstico, ainda há subnotificação, já que muitos casos são assintomáticos. A infectologista também reforça que com a sazonalidade e a circulação de outros vírus respiratórios pode haver casos de coinfecção, quando uma pessoa acaba contraindo ao mesmo tempo o vírus da gripe e do coronavírus. 

Neste mês, a vacinação da população em geral contra a Covid tem início em algumas cidades do Ceará, contudo, a população menor de 18 anos ainda está de fora do planejamento, já que, até o momento, no geral, não há dados disponíveis de segurança e eficácia das vacinas usadas no Brasil para esse público.

*Com informações do Diário do Nordeste

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