Investigação

Homem atira pedras e xinga bebê e mãe que estavam em parquinho; Veja vídeo

Outros 20 desentendimentos foram registrados envolvendo o mesmo homem.

NE10 Interior
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Publicado em 09/06/2021 às 14:16
Reprodução/Redes Sociais
FOTO: Reprodução/Redes Sociais

Um vídeo em que um homem aparece atirando pedras e xingando uma mulher e um bebê viralizou na internet. A situação aconteceu no bairro Botafogo, em Campinas (SP), na sexta-feira (4). No vídeo, o homem chega a dizer que não colocou "essa merda dessa criança no mundo".

A mãe da garota, Júlia Barros de Andrade, e o marido brincavam com a filha, de 1 anos e 6 meses, no parquinho do prédio por volta das 20h30, quando começaram a ouvir as reclamações. O vídeo mostra o agressor discutindo com outros moradores e gritando contra a mulher: "Não coloquei essa merda dessa criança aí no mundo. Essa bosta, que saiu de você".

Veja vídeo: 

À TV Globo, Júlia falou que além das imagens, registrou boletim de ocorrência acusando o homem de injúria racial. "Me chamou de suja, me chamou de encardida, falou que eu tinha que voltar para o lugar de onde eu vim, que o que eu coloquei no mundo foi uma indigente. Ele discutia com o meu marido, mas não ofendia meu marido. Ele só ofendia a mim a minha filha", disse. 

Mais de 20 ocorrências de desentendimentos envolvendo o mesmo homem já foram registradas na delegacia. Moradores dizem que ele se irrita facilmente com barulhos que "o impedem de trabalhar" e começa a jogar lixo, restos de comida e pedras nas pessoas.

Outro morador do prédio, que também é pai de uma criança pequena, relatou problemas similares. "Ele alega que incomoda, que ele está trabalhando em casa, aí ele perde o controle. Inicialmente ele jogava lixo, jogava restos de comida, restos de recicláveis, tanto ele como a esposa dele e depois ele começou a ir para uma ação de tacar pedras, quase acertou meu filho. Passou a 20 centímetros dele", relatou.

Homem que atirou pedras é policial 

O homem suspeito de ter cometido a ação, é policial civil. Após a denúncia da mãe, a corregedoria instaurou inquérito para apurar a conduta. De acordo com o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 2), que responde por Campinas, o policial civil suspeito não atua na região e estaria afastado das funções por licença médica.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que a 2ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil de Campinas instaurou um inquérito policial para "apurar todas as circunstâncias relativas aos fatos".
Segundo a pasta, o suspeito das ações é um investigador de polícia da Deatur (Delegacia de atendimento ao Turista) que está afastado por motivos de saúde.

*Com informações do UOL e G1