Julgamento

Homem que agrediu presidente da França com um tapa no rosto é condenado a quatro meses de prisão

Além da prisão, francês será proibido de votar, prestar concurso público e ter porte de arma.

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Publicado em 10/06/2021 às 15:23
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Reprodução/Redes Sociais
FOTO: Reprodução/Redes Sociais
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O francês, Damien Tarel, de 28 anos, que agrediu com o um tapa no rosto o presidente da França, Emmanuel Macron, foi condenado a quatro meses de prisão em regime fechado, nesta quinta-feira (10). Após agredir o presidente na última terça-feira (8), Damiel compareceu a uma audiência de julgamento imediato no Tribunal de Valence.

O representante do Ministério Público de Valance, Alex Perrin, afirmou durante o julgamento que a agressão é "absolutamente inadmissível", e um "ato de violência deliberada". O promotor ainda solicitou um mandado de detenção contra Damien Tarel, preocupado com um possível risco de reincidência.

Veja vídeo do momento da agressão: 

O promotor também falou que a decisão da condenação será observada e examinada ainda. O representante do MP afirma ter percebido "uma espécie de determinação fria" na postura do agressor, que não tinha passagem pela polícia, mas é membro de associações de praticantes de artes marciais, de admiradores de ritos da Idade Média e também fã de mangás, os quadrinhos de origem japonesa. 

Após a condenação, Tarel foi imediatamente transferido para uma penitenciária da região. Além da prisão, a Justiça suspendeu seus direitos civis por três anos, o que o impedirá de votar neste período. Ele também fica proibido de prestar concursos públicos para o resto da vida e não poderá deter armas de fogo nos próximos cinco anos. O juiz também ordenou que ele tenha acompanhamento psicológico.

Repercussão do ocorrido

O tapa na cara dado em Macron causou indignação entre os políticos franceses de todas as tendências, ainda que o presidente tenha considerado o gesto como nada demais.

Pouco antes da condenação, em entrevista ao canal BFMTV, Macron denunciou um ato "imbecil", um "incidente isolado", como havia qualificado algumas horas depois do ataque na terça-feira (8).

O chefe de Estado destacou, no entanto, que esse tipo de violência e o ódio propagado hoje nas redes sociais "não pode ser banalizado".

*Com informações do G1 

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