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Morre o ex-governador de Pernambuco, Marco Maciel aos 80 anos

Maciel também foi vice-presidente da República de 1995 a 2003, no governo de FHC

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Publicado em 12/06/2021 às 10:09
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Divulgação/Câmara dos Deputados
FOTO: Divulgação/Câmara dos Deputados
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Na madrugada deste sábado (12), morreu o ex-vice-presidente da República Marco Maciel, que estava internado em um hospital do Distrito Federal desde o dia 29 de março, segundo familiares. O advogado sofria mal de Alzheimer desde 2014, mas até o momento, a causa da morte ainda não se sabe.

 

Marco Maciel foi vice-presidente da República de 1995 a 2003, no governo de Fernando Henrique Cardoso, além de deputado, governador de Pernambuco, senador, ministro-chefe do gabinete da Presidência da República, advogado e professor. 

Maciel deixou a esposa e três filhos. O velório, será fechado apenas para parentes e amigos, na tarde deste sábado, no Senado Federal. O sepultamento está previsto para o fim do dia, no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.

Trajetória

Marco Maciel nasceu em Recife, em 1940. De líder estudantil, ele chegou ao cargo de vice-presidente da República, em 1995. O político ganhou sua primeira eleição como deputado estadual ainda na década de 1960 e, na eleição seguinte, em 1970, Maciel foi eleito deputado federal.

Em 1976 foi eleito presidente da Câmara dos Deputados. Na gestão Geisel, Marco Maciel foi escolhido para assumir o governo de Pernambuco. Com a volta das eleições diretas para governador, em 1982, ele indicou o vice, Roberto Magalhães, para disputar o governo e se candidatou ao Senado.

Eleito, no Congresso Nacional, Maciel ganhou mais destaque como articulador político e, em 1984, se tornou peça-chave na criação de uma aliança com os oposicionistas ao regime militar. Em 1994, Marco Maciel foi indicado vice-presidente na chapa do então candidato Fernando Henrique Cardoso, onde ocupou o cargo até 2002.

Em 2003, o político foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, com sede no Rio de Janeiro. Em 2010, disputou sua última eleição quando se candidatou a senador de Pernambuco pela quarta vez, mas sofreu sua primeira derrota nas eleições de Pernambuco.

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