Cuidados

Como acalmar cachorros durante queimas de fogos de artifícios? Veja dicas

Animal tem ouvidos sensíveis e situação pode ser um terror para ele

Antonio Virginio Neto e Marília Pessoa
Antonio Virginio Neto e Marília Pessoa
Publicado em 22/06/2021 às 10:36
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Os cachorros têm ouvidos muito sensíveis e situações de muito barulho podem ser um terror para esses bichinhos. Uma queima de fogos de artifício prolongada, por exemplo, pode ser uma verdadeira tortura por causa da audição aguçada desses pets. Muitos deles podem ficar estressados, fugir, ter convulsões e até ataques cardíacos por causa do barulho.

Os pets realmente podem ter medo dos fogos, mas, com algumas dicas e cuidados, é possível acalmar os cachorrinhos e evitar que esses momentos sejam de sofrimento para eles.

Como acalmar cachorros durante queimas de fogos de artifícios

O veterinário Jerônimo Ribeiro explicou, durante entrevista ao portal NE10 Interior, que há três cuidados básicos para acalmar os animais durante esses momentos. A primeira dica é tentar colocar um algodão nos ouvidos do cachorro para reduzir ruídos. "A medida vai fazer com que os barulhos sejam atenuados no ouvido do animal", conta Jerônimo.

Além disso, se o tutor saber com antecipação que ocorrerá uma queima de fogos barulhenta perto da sua residência, é possível levar o cachorro para um ambiente com menos ruídos. O veterinário também recomenda deixar itens que podem ajudar a relaxar o animal, como petiscos e brinquedos que ele gosta. A ideia principal é evitar que eles se estressem muito. "Aquele ambiente interativo vai fazer com que o pet tenha uma tranquilidade maior para passar ou lidar por esses barulhos", explica.

O tutor também deve ficar atento e não deixar o cachorrinho sozinho durante a queima de fogos. O apoio é muito importante porque demonstra segurança ao animal, de acordo com Jerônimo: "É importante que ele se sinta acolhido pela família e tenha todo o suporte necessário".

O que fazer se o cachorro convulsionar?

Em caso de barulho alto, há risco de convulsões, lesões e tensões no corpo do animal. A convulsão se caracteriza pela contração involuntária da musculatura corporal, provocando perda ordenada dos movimentos e controle das ações. Se o cachorro convulsionar, o veterinário aconselha o tutor a não entrar em pânico.

"É difícil passar por isso, mas um episódio de convulsão dura 30 segundos ou um minuto no máximo", disse. De acordo com ele, não se deve colocar a mão na boca do animal. Muitas pessoas tentam evitar que a língua do pet enrole, mas há risco de receber uma mordida grave, já que o cachorro está sem controle dos movimentos.
Jerônimo aconselha que deve-se retirar de perto do animal qualquer objeto que possa machucá-lo, como um móvel.

"Tenta apenas segurar a cabeça do animal para que ele não bata no chão e machuque algum órgão interno", completa.

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